Não quero falar de dor. Nem daquilo que sinto. Embora não falar disso me leva a não ser quem eu sou. Então, vou falar do tempo, do vento, dos encantos e encontros. Dos instantes floridos divididos com pessoas queridas... É, não dá pra fugir do que sou. Nem seria de bom tom. Talvez falar de mim traga uma paz, talvez não traga nada. Ok, isso não tá fazendo sentindo algum e eu tô sorrindo, que boba. Mas isso é bom, porque sorrir é se libertar, é deixar transbordar um pouco de si. Não sou poetisa, não sou escritora, não vim com esse dom de transformar através de palavras. Eu só sinto e me transcrevo. Mesmo que de forma confusa e angustiada, mesmo que esteja de sorrisos largos e alma livre. Eu só preciso deixar isso que tá aqui, em mim, disponível em algum lugar. Eu só preciso aprender a falar, mesmo que eu me esconda, mesmo que eu não queira. É, eu não vim falar de dor, eu vim deixar aqui um pouquinho de quem sou.
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