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sábado, 14 de outubro de 2017

Siga esse som

Ah, Paramore, tão minha adolescência, tão especial! Em 2017 eis que surge o "After Laughter", álbum que não poderia ter surgindo em momento mais oportuno na minha vida e que, por isso, vem carinhosamente fazer parte do Siga esse som de outubro. E vem, por meio de uma das minhas favoritas do disco, dizer pra não deixarmos a esperança ir embora, por ninguém. E assim será!

26
(Paramore)

Man, you really know how to get someone down
Everything was fine, until you came around
And I've been chasing after dreamers in the clouds
After all wasn't I the one who said
To keep your feet on the ground?
Man, you really brought me back down

Hold onto hope if you got it
Don't let it go for nobody
And they say that dreaming is free
But I wouldn't care what it cost me

You got me tied up, but I stay close to the window
And I talk to myself about the places that I used to go
I'm hoping someday maybe I'll just float away
And I'll forget every cynical thing you said
When you gonna hear me out?
Man, you really bring me down

Hold onto hope if you got it
Don't let it go for nobody
And they say that dreaming is free
But I wouldn't care what it cost me

Reality will break your heart
Survival will not be the hardest part
It's keeping all your hopes alive
When all the rest of you has died
So let it break your heart

And hold onto hope if you got it
Don't let it go for nobody

Hold onto hope if you got it
Don't let it go for nobody
And they say that dreaming is free
But I wouldn't care what it cost me

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Siga esse som...

O Siga esse som de outubro traz toda a suavidade de Guilherme Scardini, um músico de Vitória - ES. O Guilherme tem dom na voz, nas letras e nas melodias. Dom e paz. O EP "Varandeiro" é a prova disso. EP encanto, eu diria, pois reúne fé e poesia, sutileza e intensidade. Sendo forte e certeiro. Atingindo além do coração, preenchendo a alma. Música de dom, com um significado maior do que se pode esperar. E eu, sinceramente, só tenho a agradecer por tê-lo encontrado pra desatar alguns nós presos aqui, dentro de mim. 

Fim de tarde
(Guilherme Scardini)

Fim de tarde na varanda
E mais um gole no café
"diga, como foi que o dia lhe tratou"

Tanta vida pela frente
E tão pouco posto em papel
"foi tão bom te encontrar por aqui"

Nos olhos um tempo de chuva
Na boca um sorriso do céu
Nas mãos um sincero convite para dançar

Parece até que eu não me importo
Me perder nas coisas mais banais
Parece até que eu já não quero me achar

E eu não devia te contar dessa tarde
E daquela história que eu já
Não conto para ninguém
E eu não devia me deixar por aí
Esperando que você vá
Pensar em nós
Quando estiver a sós
E me encontrar

Nessa cidade depressa
Eu me sinto tão devagar
"diga, isso já aconteceu com você?"
Olhos um dentro do outro
E tanto "pra" se conversar
"onde já se viu o tempo correr assim?"

Um punhado de boas notícias
E alegria "pra" se dividir
E um tanto que a gente não sabe de nós dois

E a noite já pediu silêncio
E a gente sem se preocupar
Que o dia deixe contratempos "pra" depois

E eu não devia te contar dessa tarde
E daquela história que eu já
Não conto para ninguém
E eu não devia te deixar por aí
Esperando que você não
Desate os nós
Pra nos deixar a sós
Que eu já não sei como
Nos encontrar.


domingo, 4 de outubro de 2015

Siga esse som...

Ah, "Siga esse som"! Ah, outubro! Ah, Humberto! Ah, Duca! Ah, besouro! Como não ser feliz ao juntar outubro com uma canção tão boa quanto essa?! E que assim seja, que o besouro voe e que outubro seja igualmente incrível. 

Voo do Besouro
(Humberto Gessinger e Duca Leindecker)

Fala sério, o que é que há
O que falta enxergar
Nessa noite de luar
Nesse dia devagar
Fala sério, o que é que há
O que falta enxergar

Quem não sabe finge saber
Quando vê o ouro brilhar
Quando vê o couro comer
E o besouro voar

Fala sério, o que é que tem
Quem tem medo de enfrentar
A lembrança sempre vem
Numa noite sem luar
Fala sério, o que é que foi
Onde a gente foi parar

Quem não sabe finge saber
Quando vê o ouro brilhar
Quando vê o couro comer
E o besouro voar

Fala agora onde está
Quem está no seu lugar
No espelho na estrada
Esperando o inesperado
Fala sério, o que é que há
O que falta enxergar

Quem não sabe finge saber
Quando vê o ouro brilhar
Quando vê o couro comer
E o besouro voar

Ps1.: O dvd  "Insular" tá lindo demais, vale muito a pena conferir! :)

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

...

Setembro inteiro passou e nenhum post. Talvez por falta de tempo, de ânimo ou qualquer outra coisa. Setembro se foi, outros 'setembros' virão. Mas que bom, já que em seu lugar vem meu outubro amigo. Amizade antiga e companheira, 21 quase 22 anos de parceria para alegrar assim uma vida inteira. Enfim, outubro! 

domingo, 5 de outubro de 2014

Siga esse som

Se alguém procurar pelas postagens mais antigas vai encontrar algum post em que eu dizia que não falaria dele aqui no Siga esse som. Entretanto, tal atitude tornou-se inevitável. Isso desde que ele passou a ocupar meus dias que sua voz e canções deliciosamente agradáveis. Além de muito me confortar e me aconselhar com suas palavras aconchegantes seja em português ou inglês. Quem é ele? Tiago Iorc! Então, no mês em que celebro a minha vida nada mais justo do que tê-lo como representante. Indicando e mostrando ser mais um amigo musical para sempre. 

"Um dia após o outro"
Tiago Iorc

Pra começar
Cada coisa em seu lugar
E nada como um dia após o outro

Por que apressar?
Se nem sabe onde chegar
Correr em vão se o caminho é longo

Quem se soltar, da vida vai gostar
E a vida vai gostar de volta em dobro

E se tropeçar
Do chão não vai passar
Quem sete vezes cai levanta oito

Quem julga saber
E esquece de aprender
Coitado de quem se interessa pouco

E quando chorar
Tristeza pra lavar
Num ombro cai metade do sufoco

O novo virá
Pra re-harmonizar
A terra, o ar, água e o fogo

E sem se queixar
As peças vão voltar
Pra mesma caixa no final do jogo

Pode esperar
O tempo nos dirá
Que nada como um dia após o outro

O tempo dirá
O tempo é que dirá
E nada como um dia apos o outro.

OBS.: Marquei quase que a música inteira, porque ela é de fato muito especial. Tiago sendo fofo e gentil ao escrever palavras tão coerentes. 

Mais Tiago Iorc

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Siga esse som...


Siga esse som de outubro é com o grande Milton Nascimento. :D

OUTUBRO
MILTON NASCIMENTO

Tanta gente no meu rumo
Mas eu sempre vou só
Nessa terra desse jeito
Já não sei viver
Deixo tudo deixo nada
Só do tempo eu não posso me livrar
E ele corre para ter meu dia de morrer
Mas se eu tiro do lamento um novo canto
Outra vida vai nascer
Vou achar um novo amor
Vou morrer só quando for
A jogar o meu braço no mundo
Fazer meu outubro de homem
Matar com amor essa dor
Vou
Fazer desse chão minha vida
Meu peito é que era deserto
O mundo já era assim
Tanta gente no meu rumo
Já não sei viver só
Foi um dia e é sem jeito
Que eu vou contar
Certa moça me falando alegria
De repente ressurgiu
Minha história está contada
Vou me despedir.

domingo, 21 de outubro de 2012

Siga esse som...


Outubro lindo de viver, segue com a minha música favorita do álbum "Fundamental" do Andy Summers (The Police) e da Fernanda Takai (Pato Fu). Linda canção.:D

"Human Kind"
Andy Summers e Fernanda Takai. 

And if we're human kind
Why have we been so blind
This world is making tears

So goodbye blue and green 
And all that might have been
So long, it's late, goodbye

I gaze at the stars and histories end
And tears fill my eyes
As all this may end

The world goes round the sun
And now it's almost done
It's just a dot in blue.

domingo, 9 de outubro de 2011

Siga esse som...

Porque outubro é um mês fofo e merece uma música fofa, né?! *-* Então, com vocês: China, cantor pernambucano, com a música Anti-herói.

Anti-herói
China

Quase nunca tive a chance
De contar com meu herói
Velha capa sem lembrança
Onde a poeira ficou

Eu sempre me vi sozinho
Na alegria ou na dor
Nas reclamações em casa,
Sem ter voz para dizer
Que eu também vou ser herói
Saberei me defender
Para me livrar do medo
Para projetar meu sonho em alguém...

Eu dei o tom para Matheus dançar
Só mais uma canção para alguém
Cantarolar lalalalalalalala lalalalalalalala lalalá

Sem querer a minha infância
Desapareceu veloz,
Quando eu me vi no espelho
Parecia com meus pais
Quero educar sem medo
As crianças que hoje eu sou
Para um parque tão divertido
Me carregam duas mãos

 Eu dei o tom para Matheus dançar 
Só mais uma canção para alguém
Cantarolar lalalalalalalala lalalalalalalala lalalalalalalala lalalalalalalala lalalá...

sábado, 1 de outubro de 2011

Êô êô, outubro chegou!

Depois de muito tempo sem ter o que postar por pura falta de criatividade temperada com preguiça (fazer o quê, né?!Acontece!), eis que apareço por aqui para dizer o quão feliz estou.

Essa felicidade toda tem um motivo muito especial. Hoje é dia primeiro de outubro e outubro é o mês mais ''legal de bom" que eu conheço, uma vez que é o mês do meu aniversário. Uma data aguardada durante todo o ano por mim.

Começa outubro e a ansiedade pelo meu dia toma conta do meu ser, talvez por essa razão seja um mês tão mágico e fofo (sem brincadeira, o nome outubro é extremamente fofo! *-*). Por isso, compartilho com vocês esse sentimento que faz parte das minhas esquisitices (nem inventa que todo mundo tem a sua.). Além, é claro, de saudar a chegada do meu mês favorito.

Para comemorar aí vai um poema sobre outubro do escritor Dylan Thomas:

POEMA DE OUTUBRO



Era o meu trigésimo ano rumo ao céu
Quando chegou aos meus ouvidos, vindo do porto
e do bosque ao lado,
E da praia empoçada de mexilhões
E sacralizada pelas garças
O aceno da manhã
Com as preces da água e o grito das gralhas e gaivotas
E o chocar-se dos barcos contra o muro emaranhado de redes
Para que de súbito
Me pusesse de pé
E descortinasse a imóvel cidade adormecida.
Meu aniversário começou com as aves marinhas
E os pássaros das árvores aladas esvoaçavam o meu nome
Sobre as granjas e os cavalos brancos
E levantei-me
No chuvoso outono
E perambulei sem rumo sob o aguaceiro de todos os meus dias.
A garça e a maré alta mergulhavam quando tomei a estrada
Acima da divisa
E as portas da cidade
Ainda estavam fechadas enquanto o povo despertava.
Toda uma primavera de cotovias numa nuvem rodopiante
E os arbustos à beira da estrada transbordante de gorjeios
De melros e o sol de outubro
Estival
Sobre os ombros da colina,
Eram climas amorosos e houve doces cantores
Que chegaram de repente na manhã pela qual eu vagava e ouvia
Como se retorcia a chuva
O vento soprava frio.
 No bosque ao longe que jazia a meus pés.
Pálida chuva sobre o porto que encolhia
E sobre o mar que umedecia a igreja do tamanho de um caracol
Com seus cornos através da névoa e do castelo
Encardido como as corujas.
 Mas todos os jardins
Da primavera e do verão floresciam nos contos fantásticos
Para além da divisa e sob a nuvem apinhada de cotovias.
Ali podia eu maravilhar-me
Meu aniversário.
 Ia adiante mas o tempo girava em derredor.
Ao girar me afastava do país em júbilo
E através do ar transfigurado e do céu cujo azul se matizava
Fluía novamente um prodígio do verão
Com maçãs
Pêras e groselhas encarnadas
E no girar do tempo vi tão claro quanto uma criança
Aquelas esquecidas manhãs em que o menino passeava com sua mãe.
 Em meio às parábolas
Da luz solar
E às lendas da verde capela
E pêlos campos da infância duas vezes descritos
Pois suas lágrimas me queimavam as faces e seu coração
se enternecia em mim.
Esses eram os bosques e o rio e o mar
Ali onde um menino
À escuta
Do verão dos mortos sussurrava a verdade de seu êxtase
Às árvores e às pedras e ao peixe na maré.
E todavia o mistério
Pulsava vivo.
 Na água e nos pássaros canoros.
E ali podia eu maravilhar-me com meu aniversário
Que fugia, enquanto o tempo girava em derredor.
Mas a verdadeira
Alegria da criança há tanto tempo morta cantava
Ardendo ao sol.
Era o meu trigésimo ano
Rumo ao céu que então se imobilizara no meio-dia do verão
Embora a cidade repousasse lá embaixo coberta de folhas no sangue de outubro.
Oh, pudesse a verdade de meu coração
Ser ainda cantada
Nessa alta colina um ano depois.

DYLAN THOMAS