Quando pequena sempre
imaginei o que eu seria aos vinte e tantos anos. Confesso que hoje, se levar em
consideração as expectativas do meu eu criança, devo afirmar que frustrei e
muito uma infância. Contudo, acho que em muitas coisas meu eu criança se orgulharia
do meu eu 22 anos. Embora hoje eu seja tudo de diferente que meu eu criança
imaginou, inclusive no que diz respeito a comemoração do meu aniversário. Sem
festa, sem parabéns, queria apenas comer o bolo de chocolate mais gosto de
todos os tempos. Sem roupa especial, queria apenas desfrutar do meu mais
confortável pijama. Ficar o dia inteiro de boas. Não tenho uma super reflexão
pra essa data, sinto-me apenas ok e eu não faço ideia do que isso significa.
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Sobre ela.
Ela caminhou sem saber pra
onde ir, parecia perdida dentro de um sonho. Um sonho estranho, rápido e muito
bem decido sem espaços pra dúvidas. Contudo, ela não entendia, não compreendia
o que significava. Apenas sentia. Sentia que precisava caminhar. Quanto e
pronde, não sabia porque não importava mais. Ela caminhou até encontrar algo
que a fizesse entender o que estava passando. Então, certo momento, ela
compreendeu que não precisava mais andar, porque o que sentia não lhe pertencia
mais e parou. Parou de andar, de pensar, de sonhar e acordou. Acordou de um susto de devaneios mal decididos e com muitos espaços para dúvidas, contudo ela não quis duvidar, nem devanear. Ela apenas quis ficar parada, até quando parar e não pensar fosse interessante e necessário.
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Encantos.
Se encantou.
Com o doce canto e brilho
que iluminou.
Com a vida que estava assim
sem esplendor.
Com o sussurro da voz macia
que se anunciou.
Com os olhos cheios de
desejos e solidão.
Com cada bom gesto humano que existe.
Se encantou.
Sob cada luar que ainda privilegia o céu.
Sob cada luz que ainda conserva a imensidão divina.
Sob cada abraço que ainda previne a dor.
Sob cada gota de chuva que ainda lava o mundo.
Se encantou.
Com cada apreço pelo sorriso simples.
Por cada palavra amena.
Em cada caminho que percorreu.
Sob cada instante único que se sentiu melhor.
sábado, 10 de outubro de 2015
Sobre ela.
Os olhos dela se encheram
de lágrimas ao perceber o que estava por vir. Um de seus maiores receios iria,
enfim, se concretizar. Nenhuma palavra fora necessária diante do que seu
coração sentia e seus olhos observavam. Ela estava a um ponto de sofrer, muito
e como jamais previra. A dor antecedida por entreolhares e sorrisos apenas se
intensificava como uma certeza. A clara e evidente constatação não se demoraria, e como se fosse necessária, veio da mesma forma que um soco e não menos
amortecida pela ausência de surpresa. Contudo, ela não conseguiu chorar. As
lágrimas não vieram, embora uma dor desconcertante a comprimisse por dentro.
Ela só doía, uma dor seca que a deixava oca, vazia. Ia se esvaindo a cada gota
de dor e lamento. Assim, ela começou a
ter em si o único pensamento de não pensar, pra se expandir e preencher-se novamente aos poucos. Substituindo a dor por um doce de qualquer coisa que a
preenchesse de qualquer forma para que um dia possa, enfim, estar restaurada.
domingo, 4 de outubro de 2015
Pequena poesia diária.
Encantadora, que ilumina e brilha.
Que preenche pequenos espaços vazios.
Sorrisos à toa e amor infinito.
Pequena poesia diária.
É a vida.
Em cada cruzamento, em cada esquina.
Um dia sim, outro não.
Mas que está lá.
Brilhando.
Sorrindo.
Pequena poesia diária.
Às vezes sombria.
Às vezes acolhedora.
Às vezes ilusória.
Às vezes real.
Mas sempre diária.
Sempre poesia.
Sempre pequena.
Siga esse som...
Ah, "Siga esse som"! Ah, outubro! Ah, Humberto! Ah, Duca! Ah, besouro! Como não ser feliz ao juntar outubro com uma canção tão boa quanto essa?! E que assim seja, que o besouro voe e que outubro seja igualmente incrível.
Voo do Besouro
(Humberto Gessinger e Duca Leindecker)
Fala sério, o que é que há
O que falta enxergar
Nessa noite de luar
Nesse dia devagar
Fala sério, o que é que há
O que falta enxergar
Quem não sabe finge saber
Quando vê o ouro brilhar
Quando vê o couro comer
E o besouro voar
Fala sério, o que é que tem
Quem tem medo de enfrentar
A lembrança sempre vem
Numa noite sem luar
Fala sério, o que é que foi
Onde a gente foi parar
Quem não sabe finge saber
Quando vê o ouro brilhar
Quando vê o couro comer
E o besouro voar
Fala agora onde está
Quem está no seu lugar
No espelho na estrada
Esperando o inesperado
Fala sério, o que é que há
O que falta enxergar
Quem não sabe finge saber
Quando vê o ouro brilhar
Quando vê o couro comer
E o besouro voar
Ps1.: O dvd "Insular" tá lindo demais, vale muito a pena conferir! :)
sábado, 3 de outubro de 2015
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
...
Setembro inteiro passou e nenhum post. Talvez por falta de tempo, de ânimo ou qualquer outra coisa. Setembro se foi, outros 'setembros' virão. Mas que bom, já que em seu lugar vem meu outubro amigo. Amizade antiga e companheira, 21 quase 22 anos de parceria para alegrar assim uma vida inteira. Enfim, outubro!
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