quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

É na madrugada que eu me encontro.  É na madrugada que enxergo as palavras. É na madrugada que o canto poético soa. É na madrugada que escrevo, que me aceito e me transcrevo. Repasso o que penso. Descubro o que sinto e libero. Com um tom de poesia presa. Condensada. Mas latente. Gesto de quem sente. Gesto de quem se prende. E se liberta em palavras mudas. Não vistas, tão suas quanto minhas. De todos. Para todos. Em todos. É na madrugada que me faço gente. É na madrugada que meu melhor me surpreende.

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