Nunca gostei de perfeccionismo. Talvez, porque todos os perfeccionistas que conheci tenham me mostrado o quão infelizes eram. Quando digo infelizes refiro-me que, nas suas buscas incessantes pela perfeição, deixavam claro suas frustrações por nunca atingi-la. Devo confessar que conheci muitos e, por vezes, até tentei pôr-me no lugar deles, mas percebi o quanto me fazia mal tentar atingir aquilo que era inatingível, percebi o quanto de tempo perdi com coisas que já estavam finalizadas. Ser perfeccionista é exigir muito dos próprios limites, é querer ser sempre mais do que aquilo que é, é ver além do que existe (não positivamente). Para dizer a verdade, nenhum dos que conheci possuíam positividade, pelo contrário, pareciam se deliciar de negatividade. Por vezes, senti pena por vê-los se prestando a tamanha falta de amor próprio e entendimento de si mesmo. Mas, quem sou eu para julgar alguém e suas atitudes? Até tentei incentivá-los de que eram bons no que faziam e que não precisavam se crucificar por coisa alguma, entretanto nunca me ouviram. Quem ouviria? A gente sempre acha que ninguém entende nossos motivos de fazer, pensar e agir. Assim, passei a acreditar que não o faziam para si e sim para os outros, sempre absurdamente preocupados se fulano ou sicrano vai fazer assim ou daquele jeito, se vai ser mais ou menos elogiado, se vai ou não atingir a glória eterna pelo seu feito perfeito. Contudo, na impossibilidade de mudar os outros, resolvi por mim ser feliz diante dos meus limites. Fazer o que é necessário da minha melhor forma, sem me matar pelo resultado mais perfeito de todos já vistos. A vida é tão única para ser desperdiçada como coisas que nos façam infelizes.
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