Mal Secreto
Arthur Nogueira
Não choro.
Meu segredo é que sou um rapaz esforçado.
Fico parado, calado, quieto.
Não corro, não choro, não converso.
Massacro meu medo.
Mascaro minha dor.
Já sei sofrer.
Não preciso de gente que me oriente.
Se você me pergunta.
Como vai?
Respondo sempre igual.
Tudo legal.
Mas quando você vai embora.
Movo meu rosto do espelho.
Minha alma chora.
Vejo o Rio de Janeiro.
Vejo o Rio de Janeiro.
Comovo não salvo não mudo.
Meu sujo olho vermelho.
Não fico parado.
Não fico calado.
Não fico quieto.
Corro choro converso.
E tudo o mais jogo num verso.
Intitulado MAL SECRETO.
Meu segredo é que sou um rapaz esforçado.
Fico parado, calado, quieto.
Não corro, não choro, não converso.
Massacro meu medo.
Mascaro minha dor.
Já sei sofrer.
Não preciso de gente que me oriente.
Se você me pergunta.
Como vai?
Respondo sempre igual.
Tudo legal.
Mas quando você vai embora.
Movo meu rosto do espelho.
Minha alma chora.
Vejo o Rio de Janeiro.
Vejo o Rio de Janeiro.
Comovo não salvo não mudo.
Meu sujo olho vermelho.
Não fico parado.
Não fico calado.
Não fico quieto.
Corro choro converso.
E tudo o mais jogo num verso.
Intitulado MAL SECRETO.
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