sexta-feira, 4 de novembro de 2016

...

Não busco abrir minha casa.
Não quero te encontrar aqui.
Talvez não porquê não queria, mas porque não te interessaria.
E eu sei.
Sei de tudo.
Mais do que deveria.
Mais do que gostaria.
Eu sinto.
Eu te sinto.
Sinto que não está aqui.
E nem vai estar.
Não tão cedo.
Nem agora.
O mais certo é o nunca.
Você tá longe.
Você vai longe.
Você sempre esteve longe.
Eu que acreditei.
E me iludi.
Mas confiei.
E me perdi.
Em você.
Todos os dias.
Nos meus dias.
Tem instantes teus.
Mas você não sabe.
Nem sente.
Nem deveria.
Como saberia?
Afinal, quem poderia?
Quem adivinharia?
Se eu não abri a minha casa.
Se eu não abri meu coração.

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