segunda-feira, 25 de julho de 2016

Sobre ela

Ela estava mergulhada. Nos sonhos, na vida, na eternidade, no coração. Ela estava imersa em um mar de emoções. Sentimentos dúbios a dominavam como uma velha e boa companhia. Dia após dia. Dentro do seu coração ela via pelos olhos do amor e mergulhava ainda mais, em busca de toda uma plenitude real. Imaginária, era o que ela não percebia. Ela não via a impossibilidade do sentimento interno-irreal. Mas ainda assim, sincero e doce. Ela continuou mergulhando. Sentindo-se indiferente, com uma conformidade discreta, não pensada, ignorada, mas existente. E assim foi, para além do que infinito interno permite. Mergulhada em si. 

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