quinta-feira, 2 de abril de 2015

Sobre ela

Ela chorou. Não tinha um motivo específico, algo que justificasse as lágrimas que escorriam uma a uma em seu rosto. No entanto, ela sentia que seu coração estava cheio. Por hora devaneou que eram as lágrimas presas, acumuladas. Mas ela apenas queria achar a razão para aquela dor que a consumia. Talvez por isso chorava, pensou, para aliviar aquilo que não entendia, só sentia. Após muitos dias apenas sentindo, sem muita solução, ela resolveu que só esperar que a dor se esvaísse, que o sentimento indefinido se decifrasse e sumisse não seria a melhor opção. Então, ela sorriu. Sorriu de si e saiu. Foi encontrar jardins floridos para colorir o seu coração, passeios e caminhos indeterminados que a levassem onde precisava ir, mesmo que não soubesse. Até porque isso não importava mais. E mergulhou num mundo de encantos, livre para voos e voou. Voou para dentro de si e fez com que toda dor fosse sumindo a cada passo interno. Quando retornou de si estava leve, de coração ameno e assim foi viver o que tinha pra ser vivido, sem dor, sem lágrimas, apenas zen, bem. 

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