Queria falar. Sobre o quê? Não sei, mas também não tem importância, afinal, apenas queria falar. Com quem? Também não sei, insisto apenas na vontade de falar e ser ouvida. Ou apenas de ser estimulada ou de contar o que vier na cabeça, ou o que for cabível ao momento. Talvez até cantarolar uma canção dessas que se ouve até enjoar pra oralizar palavras, mesmo que elas não digam o que o meu sentir queira dizer, mesmo que eu não faça a menor ideia do que seja. Apenas falar, reproduzir palavras sem compromisso algum, fantasiar talvez. Contar histórias inventadas, não resistir a pronúncia de cada sílaba e deixar que a aleatoriedade se faça rainha. Fechar os olhos e os ouvidos, abrir a boca, largar a observação e soltar as palavras. Fluir.
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