Quinta-feira passada fui doar sangue para o avô da amiga da minha irmã que muito estava precisando. Doar sangue para mim é sempre um misto de ansiedade, esperança e medo. Ansiedade em poder doar algo que é tão meu e vital pra mim a outra pessoa, esperança em fazer isso e, verdadeiramente, sentir-se satisfeita por ter saúde para realizar e ser capaz disso e, por fim, medo de que alguma coisa dê errado, de não estar apta para doar ou simplesmente por conta da agulha que é de tamanho bem generoso. Essa última razão do medo é fruto apenas de eu ser humana e ter aflições bobas, por ora até falhas, diante da importância que o gesto de doar o sangue tem. Contudo, depois da triagem que você senta na cadeira, relaxa, o procedimento inicia e você (com imensa curiosidade em ver tudo) olha seu sangue saindo e aquela bolsinha se enchendo de vida não tem tamanho de agulha, não tem aflição, não tem seus problemas... Só tem o melhor sentimento de dignidade, de se sentir útil e humana. Quanto termina você apenas abre um sorriso por se sentir tão leve e tão bem que nem importa a dorzinha que fica no braço um ou dois dias, porque ela se torna uma dorzinha do bem. Enfim, queria compartilhar isso aqui para que talvez alguém se sinta incentivado e vá doar também. :)
Nenhum comentário:
Postar um comentário