Ela se sentia sufocada no dia-a-dia corrido que vivia, sempre a mesma rotina, as mesmas pessoas que não contribuíam para o seu bem-estar. Sentia falta dos amigos, que agora estavam separados pela força das escolhas e da vida. Não queria voltar no tempo e mudar as escolhas e os fatos, queria apenas que as escolhas fossem mantidas, mas que ocorressem de outra forma. Sempre que pensava assim se sentia confusa e triste, talvez porque amava o que fazia, contudo não gostava do que estava ao seu redor e desejava fortemente que fosse diferente. No princípio achava que estava instigada ao novo que surgia e que seria melhor, só não contava com pessoas complicadas, a ausência e a saudade. Acreditava que era pura falta de sorte a vida estar se desenrolando daquela maneira. Foi quando percebeu que precisava parar e respirar, segurar o ar no pulmões e criar fôlego para continuar. Antes que todo o sentimento guardado viesse a tona e tornasse o cotidiano mais insuportável. Ela sabia que o tempo, assim como da primeira vez, passaria. Sabia que tudo aquilo não seria para sempre, que as pessoas que não contribuíam não seriam um peso a ser carregado pela eternidade e quem realmente importava estaria sempre por perto, indiferente fosse as escolhas e os caminhos tomados. Assim, numa inusitada tarde de quarta-feira, ela encheu seu coração de esperança e paz decidindo por não desistir, fazer o que tinha para ser feito e ser feliz.
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