Queria rodopiar, sentir a breve leveza me levar. Viver poderia ser mais simples, ou talvez até seja, mas complicamos tanto que deixamos de enxergar a sutileza do viver. Ou até, quem sabe, a simplicidade e a sutileza não sejam direito de todos. Talvez eu não esteja incluída no grupo dos que tem esse direito, mas não importa. Ainda quero rodopiar sentindo a breve leveza me levar, quero a brisa gentil sorrindo no meu rosto e a sensação de liberdade ao meu redor. Quero seguir por um caminho diferente com palavras, flores, nuvens, brisas e sons harmoniosos. Quero, com a minha desafinação, cantarolar meus refrões favoritos. Quero me encantar com paisagens e desfrutar do pôr-do-sol como se fosse um evento único e que nunca mais fosse se repetir, quero admirar a lua e seus traços românticos. Sorrir sozinha das ideias e imaginação fantasiosa, suprir curiosidades e ser livre para caminhar e voltar sempre que possível. Sentir a noite transcorrer diante letras e páginas e, ainda, ver a dança das estrelas no céu. Quero sentir os pingos da chuva molhando meu rosto de forma crescente e deixando tudo mais limpo. E, por fim, sonhar, sonhar muito, sem medo e sem complicações.
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