Era dessas ditas nascidas ao avesso. Dessas que assistem programas de venda e leem classificados por pura diversão, que quando viajam preferem fazer conexões em diversos aeroportos em vez de pegar um voo direto. Apenas por acreditar que em tudo pode encontrar um motivo para sorrir, que vê em cada experiência uma razão para sonhar. Era dessas que sonha a cada minuto, a cada segundo, que vive um sonho eterno dentro da realidade. Era dessas de pé no chão e mente no céu. Era dessas de sorriso fácil e choro calado. Era dessas que falava, cantava, dançava e vivia sozinha. Pertencente a outra atmosfera, sentia-se fora de órbita, mas tão pouco ligava. Era dessas ditas estranhas, esquisitas, feias... quando mais simpático era gentilmente nomeada de diferente. Afinal, quem era igual? Questionava-se, contudo logo voltava a sua singularidade que a permitia transcender qualquer comentário depreciativo. Era dessas que possuem brilho no olhar e sinceridade no falar. Reflexiva e flexível. Invisível, imprevisível, inesquecível. Inquestionavelmente feliz e satisfeita com a vida. Era dessas que se fazem existente um pouco dentro de mim, de você, de todas. Aquela que apesar de escondida é sentida. Talvez uma incógnita, talvez uma solução. Mas quem pode saber?!
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