Acredito que tudo que nos vem tem um sentido muito maior do que possamos imaginar. Aprendi que nem sempre aquilo que se quer pode se realizar no momento planejado e que nem sempre (na verdade, na maioria das vezes) as pessoas não estão disponíveis a concretizar aquilo que não é do seu interesse, mas que se não for feito pode prejudicar o próximo.
Bem dito que, nestes últimos tempos aprendi a não acreditar no que é feito em acordo, estou descrente de promessas e coisas a fim. Antes de sair por aí confiante naquilo que me dizem, prefiro esperar e me surpreender. Quem sabe algo positivo possa acontecer e um sorriso de satisfação possa pintar no meu rosto desacreditado pela falta de consideração alheia.
O tempo vai passando e a gente vai guardando cada coisa que vivenciamos, a fim de retirar de cada instante, de procurar em cada detalhe algo que possa fazer sentido e que de certa maneira nos mostre caminhos que nos levem ao que de fato queremos.
Não tá fácil passar por tudo sem sentir os arranhões, sem sentir na pele cada pseudo-derrota, sem se decepcionar, desacreditar nas palavras que antes pareciam-me tão fortes, tão inquebráveis, tão confortantes. O que pude perceber é que tais palavras são ditas apenas por se dizer, real valor não possuem, dignidade e credibilidade passam longe.
Não estou sendo radical, apenas deixei de acreditar em palavras ditas. Não desejo mais ouvi-las, desejo vê-las. Quero que as palavras se realizem, existam, que elas deixem de pairar no céu das letras soltas ao favor do vento para se tornarem vivas, concretas, reais. Quero palavras em atitudes. Palavras em palavras são vãs, não valem, não existem, não há verdade nelas.
Chega de palavras, já chega de discurso bonito, enfeites e brilhos. Não vou me enganar novamente. Definitivamente, a brincadeira acabou.
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