Para mim, sempre houve um inteiro e, deste inteiro, eu não sentia que fazia parte. Talvez seja assim que as coisas devam ser, inteiros que não fazemos parte para que não haja sofrimento.
Estar sozinha nunca foi surpresa, nem muito difícil para mim. Uma vez que, conviver não era minha melhor opção. Achava que eu sozinha me bastava. Afinal, pra que querer pessoas que não me compreenderiam, não me ouviriam, não concordariam comigo, que enfim, não acrescentariam algo relevante na minha vida ou melhor, que não fariam alguma diferença nela?
Bom, às vezes acredito que pensar assim é um erro e que de alguma forma sempre precisarei de outras pessoas ao meu lado, já que não sei e não posso fazer tudo que preciso pra sobreviver, direta ou indiretamente falando.
Entretanto, ficar sozinha nunca foi sinônimo de tristeza, fazer o que quero, cantar, dançar, sorrir, falar sem se sentir constrangido e nem regulado. Ser feliz diante das possibilidades sem medo ou remorso. Apenas ser um ser. Comum talvez, não importa. Viver da forma que convém, que se deseja. É, simplesmente, viver.
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