"Oh que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais..."
( MEUS OITO ANOS - Casimiro de Abreu)
Infância pra lá de querida, que saudade sinto de você. Foi-se tão depressa, entretanto lembro-me nitidamente daqueles dias felizes. Passa o tempo e a saudade tende aumentar. A vontade de retormar as brincadeiras, os jogos, as cantigas e as histórias. Sinto seu cheiro doce, ouço suas risadas e seus choros. Como se há segundos tudo tivesse ocorrido, porém, caio na realidade e percebo que já se passaram 17 anos.
Insisto em desejar, sonhar que volte. Nem que seja por alguns minutos para dar-me aquela mesma sensação de felicidade, da boa felicidade sentida apenas na infância. Sorrir, novamente, o riso infantil banguela, saudável, inocente e sem censura. Ser livre para correr, sonhar, imaginar um futuro sem compromisso, apenas por diversão. Brincar de ser grande e de ter responsabilidade, e quando se cansar largar tudo sem maiores problemas.
Fui feliz. Admito que poderia ter aproveitado mais. Cada instante da infância é valioso demais e para ser desperdiçado. Hoje, resta-me as recordações "da minha infância querida que os anos não trazem mais".
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