sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

A Magia do Natal.

Natal é uma das melhores épocas do ano. Então, nada como uma história especialmente preparada para esta data. Boa leitura:

Era uma vez um jovem que não acreditava que dezembro era um mês especial. Achava que era coisa de criança, uma verdadeira bobagem como costumava falar para sua irmãzinha Nátalie que, ao contrário de seu irmão André, via dezembro como um mês mágico. Já que pensava assim, André não se importava e nem percebi quando 1 de dezembro se aproximava.
Certa vez andando por um shopping viu um cartaz que anunciava a chegada do Natal e por consequência a presença do Papai Noel em uma grande festa que aconteceria dali a alguns dias. Como sempre não se importou.
Nátalie, triste com a descrença do irmão decidiu pedir algo diferente nesse Natal ao Papai Noel. Seria um pedido mais que especial. Então, sentou-se em sua escrivaninha e começou à escrever uma carta, que dizia o seguinte:
Querido Papai Noel,
Como o senhor está? Bem, sei que o senhor é muito ocupado
e quase não tem tempo, mas queria muito um pouquinho da sua atenção.
Tenho um irmão, o André, gosto muito dele.
Só que de uns tempos para cá
ele deixou de acreditar na magia que envolve dezembro.
Estou preocupada com ele. Por isso, esse ano não queria
nenhum brinquedo não, queria apenas que meu irmão voltasse a
acreditar no Natal, que ele veja que o senhor realmente existe.
Ficaria muito feliz.
Obrigada e Feliz Natal. Sua eterna admiradora,
Nátalie.

Escrito isso, Nátalie dobrou a carta e colocou em um envelope endereçado ao Pólo Norte, ao Papai Noel. Nessa hora, André entrou no quarto e perguntou o que estava fazendo, a menina mostrou o envelope com o endereço e disse para quem era, o irmão a repreendeu dizendo:
- Nátalie, pare com isso. Essa história de Papai Noel, de o bom velhinho é besteira. Sinto lhe dizer, maninha, mas ele não existe.
A menina respondeu:
- André, ele existe sim. Tenho certeza que um dia você vai voltar a acreditar.
Dito isso, guardou a carta em uma gaveta e foi se deitar, pois já estava ficando tarde.
Era madrugada de 23 de dezembro quando um vento frio quebrou o silêncio. O tilintar dos sinos das guirlandas nas portas das casas anunciavam que algo diferente estava para acontecer.
- Senhor, tem certeza que isso é o melhor para ser feito?
- Claro, Elfim, por que? O que tanto te preocupa?
- Senhor, é que... bem o Natal já está bem aí e é tão arriscado ficarmos andando pelas ruas. Alguma criança pode nos ver!
- Claro que eu sei disso, Elfim, mas como eu poderia recusar um pedido como esse? E logo vindo de uma criança tão especial quanto a Nátalie?
- Ok, o senhor é o chefe. E esse garoto, o André, como será que ele reagirá?
- Será uma grande surpresa, mas vai dar tudo certo. É Natal, Elfim, é Natal.
Ao sentir um frio congelante, André arcordou e se deparou com um gnomo com cara de zangado o admirando. Sem cerimônia foi logo falando:
- Seja bem-vindo à casa de brinquedos do Noel, a partir de agora você está assumindo o cargo estagiário.E a propósito você está atrasado. - Disse isso muito rápido sem dar tempo de qualquer reclamação.
André assustado com tudo que estava acontecendo, pensou "Que brincadeira é essa?" e foi se levantando e seguindo o gnomo. "Que sonho mais maluco" disse e o gnomo o repreendeu:
- Não é sonho, meu caro, é realidade. E, vamos, vamos que o chefe quer falar com você. Por aqui.
Assustado e encantado com lugar, com os outros gnomos que iam montando os brinquedos e cantarolando canções natalinas, André seguiu sem se dar conta para onde estava indo. Só parou quando se aproximou de uma porta grande toda enfeitada, lá estava o chefe do qual o gnomo zangado se referia.
- Entre, ele está a sua espera. - disse o gnomo.
- Tá, mas... quem é ele? Seria... não, não pode ser. Ele não existe, isso tudo não passa de um sonho.- falou André se dando conta do que ele estava vivendo.
E foi entrando na sala, atrás de uma mesa com um grande livro em cima estava ele, quem André insistia em dizer que não existia.
- André, como você demorou. Estava ansioso pela sua chegada.
- Peraí, vai me dizer que o senhor é o Papai Noel? E estava me esperando, como assim? Como vim parar aqui, mas onde é exatamente aqui? - perguntou André.
- Bom, sim... sou Papai Noel e estamos na casa de brinquedos no Pólo Norte. Eu trouxe você aqui, pois tive um pedido especial. Sua irmã, a Nátalie. Bom, todo ano ela me manda uma cartinha, porém este ano não me pediu nenhum briquedo, pediu apenas que... bem, melhor você mesmo ler.
Dito isso entregou a carta para André. Ele leu e começou a chorar. Emocionado disse:
-Nátalie tinha toda razão. Eu estava errado, o pior é que nem sei o motivo de ter deixado de acreditar na magia do Natal, talvez tenha sido influenciado pelos meus amigos e colegas de escola que de tanto falarem que era besteira, acabei acreditando. E agora Papai Noel, o que eu posso fazer para ajudá-lo?
-Bom André, fico muito feliz por saber que percebeu o que estava fazendo e mais do que isso, por ter voltado a sentir o Natal pelo seu verdadeiro significado. Isso aconteceu, assim que você leu a carta da sua irmã. Nátalie te mostrou que o Natal não se resume em presentes, o objetivo do Natal é muito maior que isso. É ter amor, carinho, compreensão, preocupação com o próximo. Sentimentos que estão se perdendo. E hoje, você vai me ajudar a distribuir esses sentimentos em todos os lares.
- Com muita satisfação, obrigado Papai Noel por não desistir de mim. Obrigado Nátalie, minha irmãzinha querida.
- Claro que não desistiria de você, filho. Vamos indo que temos vários lugares para visitar.
Entraram no trenó e sairam para completar a felicidade de inúmeras crianças espalhadas pelo mundo. Entre elas está a pequena Nátalie, que sonha com o irmão sem saber que seu desejo já foi realizado.


FELIZ NATAL E UM ÓTIMO 2011.

Talissa.;)

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