terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Ainda tentando desfazer os temporais.
Ainda tentando desmanchar teus sinais.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Acordei com vontade de poetizar. Acordei com vontade de eternizar.
Pensamentos e sentimentos.
Acordei com vontade de dizer pra você o que és pra mim.
Acordei com vontade de não mais me esconder.
Acordei.
E me veio o mundo.
Falando sobre tudo.
Encobrindo o ser de incertezas.
Mandando voltar a dormir.
E deixando apagar toda poesia que existe em um olhar e em mim.

Sobre ela

Ela pedia mais da vida e a vida devolvia o não. Ela deu um tempo de tudo, de si e percebeu que de nada adiantaria. Ela não queria mais um não da vida. Ela queria apenas a vida e tudo que pode se ter de bom. Seria pedir muito? Se questionava, mas era só uma pergunta vã. Vagando pela existência do inquestionável, do que não vai se obter resposta. Ela voltou a insistir. Mesmo sabendo que seria indevido. Ela voltou a não ser mais sobre sim, ela voltou a ser sobre si.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Quem estou tentando enganar? Iludindo voluntariamente a mim. O que me leva a acreditar que estaria fazendo a coisa certa? A vontade de não mais sofrer ou o desejo incontrolável de ser feliz? E que felicidade é essa que não me deixa ser o bem pra quem me faz bem? Tantos questionamentos me levam a solidão, a preferir a solidão. Como se fosse suficiente pra mim ser só. Como se fosse, de certo, o mais apropriado. Como se a tal felicidade fosse mesmo uma ilusão. E quem sabe, seja. Escondida no suposto sonho de que um dia tudo dá certo, de que um dia tudo termina bem.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

O você que não existe mais.
O você que anda por aí.
O você que é somente um alguém.
O você que agora é somente eu.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Somos frágeis. Somos burros. Exaltamos uma fortaleza sobre um corpo que padece. Esquecemos que somos frágeis. Ignoramos a fragilidade como se fosse um defeito. Somos tão burros. Vivemos em prol de uma necessidade doentia de ser alguma coisa grandiosa. E esquecemos que no fim somos só frágeis. Só um corpo que adoece em um segundo, somos só uma vida que se finda num suspiro. Somos tão frágeis que de nada adianta arrotar valentia e prepotência. Somos de uma fragilidade plena, a todo instante. Que deveria ser reconhecida e preservada. Não ignorada.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Siga esse som

É bem provável que Vanguart seja a minha banda de 2017, estou ouvindo em loop e só cresce a vontade de ouvir mais. Por isso, o Siga esse som de fevereiro traz a minha atual música queridinha.

"... Das Lágrimas"
Vanguart
  
Quando me lembro de você
De mala e cansada de chuva
Das lágrimas na sua blusa
Tentando entender aquele rosto
Aquela dor que trouxe você pra mim

Quando me lembro de você
De mala e cansada de chuva
Das lágrimas na minha blusa
Tentando esconder
Mas querendo você

Porque você nunca me viu chorar
Ainda você sabe me machucar
Todo dia a mesma cama

Vale como alguém que foi embora
Pra nunca mais, mas um dia assim ficou
Eu nem acredito
Que um dia assim ficou e eu nem acredito

Ela vai voltar pra te buscar
De manhã lá, na sala de estar
Eu vou te encontrar
E no fundo eu vou gostar
Quando você disser dos homens com quem deitou
Das armas que já usou
Te amo sem ver a dor

Ela vai voltar pra te buscar
De manhã lá, na sala de estar
Eu vou te encontrar
E no fundo eu vou gostar

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Sopra de si, a paz.
Os olhos de luz.
O sorriso de vida.

Encontra em si, o sonho.
Os instantes de felicidade.
Os caminhos escolhidos.

Deixa em si, a canção.
As letras de amor.
As melodias de delicadeza.

Sente em si, o amor.
O carinho celebrado.
O carinho recebido.

Mantem em si, a esperança.
De ter em si o amor.
A canção.
O sonho.
E a paz.
Vento vai.
Sem direção.
Encontrando espaços.
Sem precisão.

Vento vai.
Levando em si a emoção.
De quem amou.
Sem permissão.

Vento vai.
Brisando o mar.
Soprando o ar.
Silenciando o estar.

Vento vai.
Buscando carregar.
O que sempre esteve lá.

Vento vai.
Sem nunca deixar pra trás.
Aquilo que sempre esteve lá.

Sobre ela

Ela estava plena, em virtude da vida que a reconquistava. Ela estava em imensidão por tudo que a envolvia. Enfim, sentia-se grata pelos dias de paz e pelos corações cheios de amor que ainda se manifestavam pelo mundo. Ela encontrou sorrisos e abraços em pessoas distantes e se preencheu disso pra continuar, pra buscá-los e trazê-los pra perto. Ela estava feliz, como deveria ser. Sempre.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

A gente não sabe dos medos que nos atormentam até senti-los. A gente não sabe das sombras de dor que afligem o coração do outro. E nunca saberemos, nem quando nos dispusermos a ouvir e acolher o outro. A dor do outro nunca será a nossa. Ninguém nunca entenderá em plenitude o que o outro passa e como se esforça pra resolver suas questões internas. Independente de tudo, nosso coração e  nossas dores sempre nos farão ser só.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Sim.
Eu vou.
Pra onde?
Não sei.
Tantos caminhos a se decidir.
Tantas histórias a se vivenciar.
Uma vida inteira pela frente.
Basta olhar e se encontrar.
Faço desse não minha poesia diária.
Pra desiludir o coração e recobrar a razão.
Faço desse não o meu sim.
Pro recomeço.
Pra vida.
Faço desse teu não uma palavra solta, que vaga pra longe de mim.
Faço desse teu não o meu mais sincero muito obrigada.