quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Desculpe o transtorno, preciso falar do crush!

Eu o vi pela primeira vez numa sexta despropositada. Bem inesperada. A forma como ele surgiu foi proporcional ao meu encantamento, sutil e intenso. Num show, num palco. Ele fazendo uma das coisas que mais gostava. Eu sem fazer ideia do que tava fazendo ali, naquele momento. A única certeza era que o seu sorriso me invadia e se transformava no meu. Como se naquele instante, toda busca por um amor maior tivesse se esgotado. Restava, a mim, obter resposta da mais importante pergunta: quem era aquele menino magrinho, moreninho, com brilho no olhar e sorriso de imensidão? Dado os recursos tecnológicos permitidos em 2010 e o meu interesse, levei alguns dias pra descobrir seu nome. E que belo nome. Nem poderia suspeitar que a vida nos reservaria o mesmo sobrenome e nenhum grau de parentesco. Como se já anunciasse o viria por aí. Entre pouquíssimas palavras trocadas em tweets, gostos semelhantes, sorrisos e olhares de cumprimentos a vida foi passando pelos anos. Eu como observadora dele, rezando e torcendo pelo seu bem-estar. Ele como um rapaz normal vivendo em plenitude as alegrias da existência, sem sequer se dá conta do olhar que o guardava. Três anos se passaram desde a última vez que o vi, novamente em um show, num palco, e nada mudou pra mim. Nenhuma gota de sentimento se transformou ou deixou de ser o que era. Um verdadeiro platonismo se identificou em mim. Mantive a distância pessoal e virtual até onde pude, deixando claro a minha não intromissão e existência. Até fevereiro, em fevereiro algo mudou. Um despertar intenso de um amor guardado, conformado. Voltou a inclui-lo nos pensamentos. Decidi que era hora de se expandir e testar ser real para ele. E eu fui, sem muita pressa, o buscando em cada cantinho virtual. Obtive aceitação. Aparentemente pra ele eu era real. Talvez normal, comum. Alguém que ele lembrava que conhecia e que por isso não haveria problema em aceitar. Desde então a vida toma seu rumo sem maiores encontros, só entre alguns likes, dele e meus, e alguns suspiros, mais meus do que dele. A única coisa que posso dizer desses seis anos de carinho guardado é que ele ainda o pertence. De uma das maneiras mais bonitas que se pode imaginar. Talvez nunca seja um carinho livre ou correspondido pelo crush, já entendido como platônico. Contudo, ele tá aqui. Dentro de mim. 

domingo, 23 de outubro de 2016

23 anos no dia 23!

Em um lugar de sonhos, onde a fantasia brota e o imaginário se faz. Surge assim, num sábado de outubro, uma menina. Uma menina de sonhos e desejos. Buscando não crescer, a menos que não possa. Buscando não parar de flutuar, a menos que voe. Surge numa manhã de sábado de um outubro nada qualquer, uma menina. Uma menina-abraço-amor, ainda que não aparente. Surge com choro e silencia em sono de paz. Uma paz em meio ao caos urbano. Há 23 anos estava ela abrindo, pela primeira vez, os olhinhos pro mundo. Vendo, vivendo e sentindo o caos humano que é existir. Há 23 anos ela sorri, por saber que viver ainda é ser a todo tempo um sonhar em ser melhor. Há 23 anos ela habita o agora. São 23 anos apenas de quem ainda quer ver e levar pro mundo um novo mundo. Enfim, 23 anos num dia 23 muito esperado.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Sobre ela

Ela se encheu de uma coragem especial. Ela encheu-se de um único desejo. Uma vontade única em que o esperar era o principal personagem. Ela criou em si uma tranquilidade inexplicável, que só quem tem a vida inteira pela frente pode sentir. E ela podia. 

Siga esse som...

O Siga esse som de outubro traz toda a suavidade de Guilherme Scardini, um músico de Vitória - ES. O Guilherme tem dom na voz, nas letras e nas melodias. Dom e paz. O EP "Varandeiro" é a prova disso. EP encanto, eu diria, pois reúne fé e poesia, sutileza e intensidade. Sendo forte e certeiro. Atingindo além do coração, preenchendo a alma. Música de dom, com um significado maior do que se pode esperar. E eu, sinceramente, só tenho a agradecer por tê-lo encontrado pra desatar alguns nós presos aqui, dentro de mim. 

Fim de tarde
(Guilherme Scardini)

Fim de tarde na varanda
E mais um gole no café
"diga, como foi que o dia lhe tratou"

Tanta vida pela frente
E tão pouco posto em papel
"foi tão bom te encontrar por aqui"

Nos olhos um tempo de chuva
Na boca um sorriso do céu
Nas mãos um sincero convite para dançar

Parece até que eu não me importo
Me perder nas coisas mais banais
Parece até que eu já não quero me achar

E eu não devia te contar dessa tarde
E daquela história que eu já
Não conto para ninguém
E eu não devia me deixar por aí
Esperando que você vá
Pensar em nós
Quando estiver a sós
E me encontrar

Nessa cidade depressa
Eu me sinto tão devagar
"diga, isso já aconteceu com você?"
Olhos um dentro do outro
E tanto "pra" se conversar
"onde já se viu o tempo correr assim?"

Um punhado de boas notícias
E alegria "pra" se dividir
E um tanto que a gente não sabe de nós dois

E a noite já pediu silêncio
E a gente sem se preocupar
Que o dia deixe contratempos "pra" depois

E eu não devia te contar dessa tarde
E daquela história que eu já
Não conto para ninguém
E eu não devia te deixar por aí
Esperando que você não
Desate os nós
Pra nos deixar a sós
Que eu já não sei como
Nos encontrar.


sábado, 15 de outubro de 2016

Foi no mês de fevereiro.

Ressurgiu em fevereiro com uma intensidade incomum. Veio com uma força que me invadiu e contagiou meus dias. Desde então são flores, lágrimas, sorrisos, suspiros, emoções e medos. Uma gangorra de emoções causadas por um único ser. Tão humano quanto eu. Tão normal quanto você. Mas diferente. Cheio de um encanto aparentemente injustificável. Deliciosamente amável. Causador de um transbordar de sorrisos inexplicáveis. Um alguém de bom tom e som que vem se acumulando em mim. Ressurgiu em um fevereiro por motivos igualmente inexplicáveis, mas marcado por uma cronologia reveladora de quem já se viu e já se conhece, mas espera só um despertar. Um déjà vu cronológico. E no fim, talvez fevereiro nem seja tão despropositado assim. 

Pra te lembrar em mim.

Não sei te definir pra mim. Não sei porquê você. Foi você e não deu pra questionar. Surgiu assim de forma inusitada, impensada e avassaladora. Veio e ficou. Por algum tempo adormecido pela incredulidade, mas tava lá em algum cantinho sempre pronto pra me lembrar que existia. Tentei voltar atrás, repensar e entender o que era isso tudo. Mas não deu, não funcionou. E cá estou, nessa senoide emocional. Acompanhando teus passos, te deixando passar. 

Sobre ela.

Ela vem em dias de chuva, na calada da noite para adormecer. Ela vem sutil como uma brisa silenciosa. Ela vem com calma e abraça a alma em sopro de paz. Ela vem de qualquer lugar. E enche. Enche o espaço como se tudo fosse um vazio esperando para ser preenchido. Ela vem da luz. Ela vem pra iluminar, silenciar e abençoar. Encantar. Ela vem da poesia do olhar, do encanto da fé e da força interna de quem luta. Ela vem. Vem driblando a solidão, encarando a tristeza com uma flor. Ela vem pra apaziguar os dias árduos. Ela vem em sonhos e em vidas. Ela vem e passa, mas deixa a sua marca para um dia voltar assim que você precisar.
Dar tanta credibilidade ao nada que se espanta quando o tudo acontece. 

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Vocês imaginam a minha casa? Ela cabe no imaginário.
No espaço perdido.
No elo encontrado.
Vocês imaginam a minha casa? Ela cabe no coração.
Na estante.
Na solidão.
Vocês imaginam a minha casa? Ela cabe na existência.
Na figura amiga.
Na paciência. 
Vocês imaginam a minha casa? Ela cabe em vocês. 
Talvez seja hora de dizer que floresceu a saudade.
Talvez seja uma boa hora pra entender que nada voltará.
Talvez seja tempo de ouvir que ainda cabe você aqui.
Deixo minhas palavras para quem as sabem conduzir bem.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

sábado, 8 de outubro de 2016

Mais um rascunho

Mais um rascunho pra você.
Que nunca vai se revelar.
Mais um rascunho pra você.
Que ainda insiste em me encantar.
Mais um rascunho pra você.
Que ainda há de me rascunhar.
Mais um rascunho pra você.
Que sempre terá meu rascunho como seu lugar.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Amo-te de amor.

Amo-te inexplicavelmente.
Amo-te inesperadamente.
Amo-te.
Amo-te de amor.
Amo-te pelo teu sorriso.
Amo-te pelo teu som.
Amo-te pelo teu olhar.
Amo-te, porque tu existes.
Amo-te, porque tu és gente.
Amo-te, porque tu lutas.
E conquistas.
Tudo.
Inclusive a mim.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

No passo
Compasso
Na vida
Em esquinas
Nos sorrisos
Nos olhares
No vazio
Sem gente
Sem mente.