sábado, 31 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016

2016 foi um ano diferente, doído, mas de ensinamento. Engraçado colocar na balança todos os acontecimentos e perceber que ao mesmo tempo em que o ano foi difícil, foi bom. O que nos faz pensar que mesmo quando tudo parece perdido a luz das coisas boas uma hora vai nos iluminar. 2016 foi assim. Intenso, cheio de surpresas desagradáveis, cheio de novas boas descobertas, de grandes momentos de realização, de um novo despertar, de despedidas com sabor de até logo e de tragédias. Em 2016, fiz novos amigos, me reapaixonei por velhos amores, reencontrei velhos e bons amigos, me encantei pelo mundo da fotografia, parti meu coração, lavei a alma e resolvi me permitir um pouco mais. Em 2016 passei a acreditar um pouquinho mais em mim, ser maior e ser melhor. Ser mais amor, embora isso seja difícil pra caramba. Musicalmente foi, inimaginavelmente, excelente. Teve shows da Barbara Rodrix e da Bruna Moraes, da Filarmônica de Pasárgada, do O Terno, da Pedeginja,  o musical da Cassia Eller. Teve São Paulo, meu maior despertar de amor. Nossa, ter ido a São Paulo foi a melhor coisa de 2016, pois me fez ver a vida de outra forma, com um pouco mais de esperança tanto pra vida pessoal quanto pra vida profissional. Em 2016 encerrei um ciclo de vínculos profissionais, foi meu último ano como estagiária do MP e da Prefeitura da Uema. Foram experiências sensacionais, conheci profissionais incríveis e só me apaixonei mais pela minha profissão. Conheci algumas boas e especiais pessoas que espero mantê-las por perto em 2017. Enfim, 2016 me marcou de um jeito diferente, eu mudei, me vi uma pessoa mais humana, mais gentil. Eu só posso agradecer pelas boas coisas que acontecerem e torcer para que as boas vibes permaneçam em 2017.
O papo de hoje é sério, amigões, envolve a vida de uma forma um pouco diferente, sob outra perspectiva, sob a perspectiva da morte. Morrer não é o fim nem pra quem vai, muito menos pra quem fica. É bom deixar isso bem claro, porque a morte faz parte da vida e um dia iremos encontrá-la. Falar sobre a morte é, para algumas pessoas, algo assustador, mas pra mim se tornou algo necessário a partir do momento em que decidi que seria uma doadora de órgãos. Não é fácil tentar conversar sobre isso com a família, principalmente com a sua mãe, mas é importante. Não sei o que pode acontecer comigo num futuro, por isso deixo claro o meu desejo de ter os meus órgãos doados pra quem precisar. Acho que eu vou ficar mais em paz se souber que partes que me ajudaram a viver bem farão com que outras pessoas também possam viver. E quem saber despertar e semear por aí o bem, mais amor nesse mundo tão necessitado de boas vibes. Pra deixar isso claro, o Banco de Olhos de Sorocaba criou o Cartão do Doador como uma forma física de representar o desejo das pessoas que querem ser doadoras. Se você deseja conhecer mais da iniciativa é só acessar: http://ares.hosbos.com.br/bos_novo/bos/campanha.php 
Seja um doador. Colabore com a vida! 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

É chegada a hora.
Prepare-se.
Estamos em tempo.
Perceba.
Não dá mais pra ignorar.
Entenda.
Não dá mais pra se esconder.
Não fuja.
O momento é agora.
Aceite.
Abrace.
E sinta a boa nova que se aproxima.
Respire.
E deixe que a boa nova nos preencha.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Dançar.
Se espalhar por aí.
Vibrar. Fluir. Voar.
Se libertar por aí.
Buscar-se. Encontra-se.
Se satisfazer por aí.
Fazer de cada música uma apresentação pra vida.

domingo, 25 de dezembro de 2016

Repetir palavras não ditas.
Buscar vazios pra se preencher.
Se partir em dor.
Não parar pra se perdoar.
Não se olhar com afeto.
Não se ver como humana.
De que valeria a vida se não fosse possível ter pelo menos um pouco de amor próprio?
Repetir boas palavras.
Buscar a paz pra se preencher.
Repartir sua dor com o outro.
Parar pra se perdoar.
Se olhar com afeto.
Se ver como humana.
Fazer com o que o amor próprio seja um ingrediente de valor na vida.
É só disso que precisamos pra sermos felizes.
Viver é uma graça, e quem diria? Após dias de turbulências, sorrisos não tão desconhecidos desperariam novos sonhos e desejos de paz. Mesmo que os caminhos sejam os mais diferentes possíveis, que tudo não passe de breves encontros, é bom saber que ainda há uma chance. Afinal, os bons sentimentos não se findaram e nem poderiam. A vida não nos permitiria deixar de lado o que nos torna melhores não é? Não seria justo deixar que a felicidade de um acabasse em prol da felicidade de outro. Por fim, é bom sentir-se pelo menos um pouquinho mais livre. 

Ps1.: Especialmente para um livreiro especial. 
Ps2.: Obrigada por me devolver a esperança por novos encantos.
Muito a se pensar.
Muito a se questionar.
Muito a se refletir.
Cada dia que passou foi importante de alguma forma.
Cada pessoa que cruzou meu caminho teve uma razão.
Seria muito fácil acreditar nos acasos e ignorar a essência da vida.
Dos encontros, das descobertas, dos tropeços e dos sorrisos.
Cada instante que se compõe das mini ações de vida. 
E de tudo, uma lição: o que nos envolve é muito maior do que podemos entender. 
Vai se criando, a cada dia, novas esferas, novos encantos e sonhos. Desejos antigos são deixados de lado e uma vontade de viver é despertada. Como se a vida te mostrasse que algo melhor pode e vai acontecer. Só o tempo é capaz de assegurar que a vida se reinvente. Que os dias se iluminem, que o coração seja melhor. Cada dia, cada instante, enfim tudo pronto pra que possa se viver em plenitude e com o máximo de amor. Sejamos felizes, sejamos amor.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Mais espaço, ela pedia. 
Todo instante, toda hora.
Mais silêncio, ela dizia.
Toda hora, todo lugar.
Mais sozinha, ela se sentia.
Em todo lugar.
Mais carinho, ela queria.
Só um instante, em um só lugar.
Mais da vida, ela sorria.
Sentindo que lá era o instante em que precisava estar. 

Sobre ele...

Ele tinha um sorriso que colocava cores no mundo. Um sorriso macio de quem sabe que a vida pode e deve ser bem vivida, de quem entende que pode fazer com que o mundo e as pessoas sejam melhores. Ele tinha esse dom, fazia parte de cada gesto contido em sua alma. Fazia parte de sua suave existência tocar e curar as dores mais profundas. Ele fazia transbordar carinho e amor, sem forçar colocava sorrisos em rostos tristes, fazia corações desejarem a felicidade plena e os mais sinceros abraços. Ele conquistava por pouco, por ser gentil, por ser real, inclusive por ser humano. Ele era raro, pouco convencional e, por isso, tão difícil de encontrar. Ele era a peça que ficou faltando no quebra-cabeça, a figurinha que não veio no último cromo disponível. Ele era essencialmente parte de um todo que não pôde mais existir. Essencialmente parte de um todo-amor que existe em mim. 

Ps1.: Parabéns por este dia!
Ps2.: É o último que escrevo, tentarei cumprir. Prometo!

sábado, 17 de dezembro de 2016

Não quero falar de dor. Nem daquilo que sinto. Embora não falar disso me leva a não ser quem eu sou. Então, vou falar do tempo, do vento, dos encantos e encontros. Dos instantes floridos divididos com pessoas queridas... É, não dá pra fugir do que sou. Nem seria de bom tom. Talvez falar de mim traga uma paz, talvez não traga nada. Ok, isso não tá fazendo sentindo algum e eu tô sorrindo, que boba. Mas isso é bom, porque sorrir é se libertar, é deixar transbordar um pouco de si. Não sou poetisa, não sou escritora, não vim com esse dom de transformar através de palavras. Eu só sinto e me transcrevo. Mesmo que de forma confusa e angustiada, mesmo que esteja de sorrisos largos e alma livre. Eu só preciso deixar isso que tá aqui, em mim, disponível em algum lugar. Eu só preciso aprender a falar, mesmo que eu me esconda, mesmo que eu não queira. É, eu não vim falar de dor, eu vim deixar aqui um pouquinho de quem sou.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Parece que voltei ao mesmo tom de outrora. Parece que o sentimento de vazio se refez. Quem sabe seja hora de se entregar a solidão? Quem sabe seja tempo de se recolher em paz e esperar pelos novos dias, pelos novos sorrisos, tão aguardados e que nunca vieram. É a hora de desacelerar esse coração, de acalmar as ideias. Parece que voltei ao mesmo ponto de antes. Um retrocesso nada difícil de entender, pois se explica ao se perceber que o que tem aqui não vai se desfazer tão cedo.

Sobre ela.

Ela estava mais indecisa do que nunca. Perdida entre seus pensamentos sem saber o que fazer, como se resolver. Apenas sabia que seu coração doía, contudo ela não conseguia sará-lo. Ela doía na alma. A aparência forte escondia o ser que, por dentro, se desmanchava em súplicas de dor. Se sentia irreal, por não saber o que fazer, por ser tão invisível, por ser tão insatisfeita. Mantinha-se na dúvida e planava. Sem encontrar a cura pra dor absurda que a consumia.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Descobri que sou melhor do que eu me considerava. Descobri que aqueles constantes sentimentos de raiva e dor já não existem mais. Eu aprendi a gostar de mim. Eu aprendi a querer mais o bem dos outros. Eu aprendi a amar, mesmo não podendo. Eu aprendi que eu seria melhor desejando e torcendo, de coração leve, pelo bem e pela felicidade dos outros. Foi bom você ter me ensinado isso. Foi bom você, sem nunca saber, ter feito com que eu despertasse para algo bom pra mim e pros outros. Hoje percebo que foi bom o tempo que eu gostei de você. Agora, só vai ser feliz! E obrigada! ❤

Ps.: para o menino magrinho, moreninho, com brilho no olhar e sorriso de imensidão.
Deixe sarar toda dor e aflição.
Não tente esconder aquilo que tens de melhor.
Seja melhor.
Seja amor.
Deixa espalhar pelo mundo tudo que for bom.
Não tende administrar aquilo que não precisa mais ser gerido.
Seja mais.
Seja maior.
Só busque ser o que for bom.
Só tente ser do bem.
Faça isso por você
Faça isso por alguém.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Sobre ela

Ela tinha um coração, percebia isso agora. Ela mantinha em si uma quantidade de amor que se pode encontrar por aí, mas que estava adormecida. Nada que fosse maior do que os outros, nada que espalhasse pelo mundo uma nuvem de bondade. Ela só tinha amor. Um pouco pra cada dia, um tanto pra cada pessoa que conhecia. Ela entendia isso. Não questionava. Apenas admirava. Ela apenas se admirava por aquilo que tinha se transformado e por aquilo que ainda ia ser. Amor. Ela era só amor. Hoje mais do que ontem, amanhã só pra quem for até lá. 

domingo, 4 de dezembro de 2016

Nada de expectativas.
Deixe chegar.
Nada de ansiedade.
Deixe estar.
Nada de se iludir.
O que tiver pra ficar, virá. 

Siga esse som

O Siga esse som de 2016 se encerra com uma vontade de postar todas as músicas desse cd do qual a música escolhida faz parte. Mas, como combinado é combinado, vamos manter as regras. Tenho muito o que agradecer a 2016, foi um ano musicalmente muito acolhedor e, mais uma vez, o siga esse som contribuiu para isso. Escolhi "Depois que a dor passar" do O Terno por várias razões:1) porque O Terno me conforta e me acompanha nesses tempos de tcc; 2) porque tive a oportunidade de dizer isso ao Biel, ao Tim e ao Gui pessoalmente esse ano; 3) porque tudo está realmente "melhor do que parece"; 4) porque O Terno conseguiu cantar todo o meu estado emocional em 2016; 5) porque diante dos dias em que a tristeza nos invade de forma tão trágica, nada melhor do que acreditar que a dor pode e vai passar e 6) porque 2016 foi intenso demais pro meu coração que se reapaixonou e se partiu, mas que está se reconstruindo e deixando a dor passar. Obrigada, O Terno! Obrigada, 2016! Obrigada, Siga esse som! Até 2017!

Depois Que A Dor Passar
O Terno
  
E depois que a dor passar
Poder abrir o olho e ver tudo igual
E tudo aquilo que você pensou ter acabado está a salvo
As coisas não estão tão mal assim

E até que enfim
Você pode chegar em casa tarde e reparar
Que o coração agora não dói mais
E que essa paz de ver que tudo passa
É bom pra gente aguentar firme
Se acontece uma próxima vez

Porque quando a dor voltar
Não vai ser muito fácil de se convencer
De que não é o lado bom que passa
Porque pra quem foi ferido
É fácil de uma cicatriz se abrir

Mas há por vir
Muita beleza ainda
Você tem toda uma vida
Pra viver o que ainda nem chegou
E se não deu, vai dar
Ou paciência
Nem sempre o que a gente pensa
É realmente o que vai ser melhor.

Clipe oficial de "Depois que a dor passar".

Gui, Tim, eu e Biel, no show aqui em São Luís.

Ps1.: Sobre o show: Melhor show! Saí de alma lavada e coração mais leve. Obrigada, meninos, pelo show, pelas canções, pelo carinho, pela conversa e pelo abraço!
Ps2.: A dor tá passando, foi bom chegar em casa depois do show e sentir que o coração, de fato, já não doía mais tanto.
Ps3.: Ano que vem tem mais Siga esse som!❤
Uma sonhadora.
Um olhar pelo mundo.
Um sorriso de afeto.
Apenas mais uma no mundo com o coração cheio de palavras e sentimentos.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

É na madrugada que eu me encontro.  É na madrugada que enxergo as palavras. É na madrugada que o canto poético soa. É na madrugada que escrevo, que me aceito e me transcrevo. Repasso o que penso. Descubro o que sinto e libero. Com um tom de poesia presa. Condensada. Mas latente. Gesto de quem sente. Gesto de quem se prende. E se liberta em palavras mudas. Não vistas, tão suas quanto minhas. De todos. Para todos. Em todos. É na madrugada que me faço gente. É na madrugada que meu melhor me surpreende.
Encontro em você refúgio para ser meu lar.
Descubro em você encantos para me consolar.
Absorvo de você a paz que nunca pensei em achar.
Atraco-me em você como um porto seguro, sem questionar.
Espero de você um instante para despertar.
Sinto você distante do meu olhar.
Atravesso-me de angústia por não mais te encontrar.
Escorrego-me no choro pertinente sem teu estar.
Encontro em mim mesma a razão pra continuar, sem nunca mais te ter como meu lugar.

FORÇA CHAPE!

A gente entende que o ser humano ainda sabe ser humano em momentos difíceis. A gente volta a acreditar que é possível ser maior e melhor. A gente volta a ter ternura e esperança quando vê nos olhos e sente nos corações a compaixão, a solidariedade e a fé. É tempo de amor! E de garantir que a beleza dos bons gestos possam se estender além tragédias, que a gente possa ser humano além da dor. Que a gente, enfim, entenda que quando estamos juntos, nos olhando com carinho e nos colocando um no lugar do outro somos inteiramente mais fortes e importantes. Que os tempos difíceis nos ensinem a sermos melhores todos os dias. E a certeza que na lembrança guardaremos todos aqueles que, em meio aos seus sofrimentos, fizeram com que fosse contruído e despertado algo de bom nas pessoas. Por isso, tenham certeza que nada foi em vão. Estejam em paz! 

Ps.: Em homenagem aos jogadores, comissão técnica, médica, dirigentes, jornalistas e tripulação envolvidos no acidente do dia 29 de novembro. 

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Talvez eu seja mais daquilo que eu nego.
Talvez eu seja mais daquilo que eu não me identifico.
Talvez eu seja igual a aquilo que eu não quero.
Talvez eu seja só um talvez.
Talvez eu seja só um pouco de você.



Ps: pro escritor que eu não pude/consegui compartilhar corações. Desculpa! 
Dia de ser. Dias de estar.
Sonhos.
Caminhos.
Destinos.
Tudo tende a se encontrar.
Sonhos.
Muitos sonhos.
Instantes pra se estar.
A vida.
A estrada.
O coração.
Tanto a se encontrar.
Sorrisos.
Abraços.
Olhares.
Carinhos.
Ilusão

Carinhos.
Olhares
Sorrisos.
Abraços.
Aflição.

Caminhos trilhados em outras direções.

Mais sorrisos.
Mais abraços.
E beijos na mão.

Mais carinhos.
Mais olhares.
Tudo ilusão. 

Sobre ela

Ela encontrou nas palavras escritas o alívio que precisava. Aceitou de bom agrado o destino que a foi proposto. Nos dias mais nebulosos, ela conseguiu clarear os instantes com sorrisos. Ela deixou a vida ser mais leve pelo seu próprio olhar e coração. Mostrando que cada dia uma nova forma de ser livre se manifesta, bastando apenas abrir os braços e se entregar. Ela, agora, é somente sobre ela e ninguém mais. 

domingo, 20 de novembro de 2016

Depois de um turbilhão de emoções, a calmaria se fez.
Depois das lágrimas e das dores, o sorriso se refez.
O respirar fundo, amigo de tudo, soprou para o interior a paz necessária pra se recompor.
E produzir novos bons olhares.
Olhares sobre o mundo, sobre tudo e sobre si.
E, enfim, seguir.

vida

Parece que a vida não está disposta a me entregar resumos.
Nem me rascunhar o que estar por vir.
Mas ela anda deixando escapar sutis detalhes. 
Instantes de dias melhores.
Instantes de dias piores.
Deixando apenas claro que ela nunca vai deixar de ser vida.
Não importando a dimensão do coração partido.
Não importando a nova ilusão que te espera.
Não importando o vazio preenchido.
Nem o carinho recebido.
Nem o carinho demonstrado.
Não importa.
Os dias vão passar e a vida vai continuar sendo vida. 
Sem maiores alterações.
Sem maiores questionamentos.
Queria falar de poesia.
Queria demonstrar o florescer da alma.
Queria apenas querer.
Queria falar da vida.
Queria demonstrar afeto.
Queria apenas querer.


terça-feira, 15 de novembro de 2016

No fim...

                 f         l          u        i         r.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Siga esse som

Siga esse som vem diretamente da trilha sonora de Big Hero 6 para, assim, sermos imortais.

Immortals
Fall Out Boy

They say we are what we are
But we don’t have to be
I’m bad behaviour, but I do it in the best way
I’ll be the watcher of the eternal flame
I’ll be the guard dog of all your fever dreams

I am the sand, bottom half of the hourglass
(Glass, glass)
I’ll try to picture me without you but I can’t
'Cause we could be immortals, immortals
Just not for long, for long
And live with me forever now
We'll pull the blackout curtains down
Just not for long, for long
We could be immor, immortals
Immor, immortals
Immor, immortals
Immor, immortals

Sometimes the only payoff for having any faith
Is when it’s tested again and again everyday
I’m still comparing your past to my future
It might be your wound, but they’re my sutures

I am the sand, bottom half of the hourglass
(Glass, glass)
I’ll try to picture me without you but I can’t
'Cause we could be immortals, immortals
Just not for long, for long
And if we meet forever now
Pull the blackout curtains down
Just not for long, for long
We could be immor, immortals
Immor, immortals

And live with me forever now
We'll pull the blackout curtains down

We could be immortals, immortals
Just not for long, for long
We could be immor, immortals
Immor, immortals
Immor, immortals
Immor, immortals

domingo, 13 de novembro de 2016

Sobre ela.

Ela demorou para derramar as lágrimas. O tom da tristeza se aproximou em breve leveza, em cores de sutileza. Ela sentiu a tristeza invadi-la em abraço de paz, como uma amiga que conforta. Ainda que partida em pedaços, ela tentou sorrir e buscar outras razões que a preenchesse. Ela se preencheu de vazios poéticos e sonoros. Sorrisos logo vieram e o bailar em seus pés também. Ela ainda não se recuperou, mas percebeu que em breve terá em si algo melhor. 

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

...

Não busco abrir minha casa.
Não quero te encontrar aqui.
Talvez não porquê não queria, mas porque não te interessaria.
E eu sei.
Sei de tudo.
Mais do que deveria.
Mais do que gostaria.
Eu sinto.
Eu te sinto.
Sinto que não está aqui.
E nem vai estar.
Não tão cedo.
Nem agora.
O mais certo é o nunca.
Você tá longe.
Você vai longe.
Você sempre esteve longe.
Eu que acreditei.
E me iludi.
Mas confiei.
E me perdi.
Em você.
Todos os dias.
Nos meus dias.
Tem instantes teus.
Mas você não sabe.
Nem sente.
Nem deveria.
Como saberia?
Afinal, quem poderia?
Quem adivinharia?
Se eu não abri a minha casa.
Se eu não abri meu coração.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Desculpe o transtorno, preciso falar do crush!

Eu o vi pela primeira vez numa sexta despropositada. Bem inesperada. A forma como ele surgiu foi proporcional ao meu encantamento, sutil e intenso. Num show, num palco. Ele fazendo uma das coisas que mais gostava. Eu sem fazer ideia do que tava fazendo ali, naquele momento. A única certeza era que o seu sorriso me invadia e se transformava no meu. Como se naquele instante, toda busca por um amor maior tivesse se esgotado. Restava, a mim, obter resposta da mais importante pergunta: quem era aquele menino magrinho, moreninho, com brilho no olhar e sorriso de imensidão? Dado os recursos tecnológicos permitidos em 2010 e o meu interesse, levei alguns dias pra descobrir seu nome. E que belo nome. Nem poderia suspeitar que a vida nos reservaria o mesmo sobrenome e nenhum grau de parentesco. Como se já anunciasse o viria por aí. Entre pouquíssimas palavras trocadas em tweets, gostos semelhantes, sorrisos e olhares de cumprimentos a vida foi passando pelos anos. Eu como observadora dele, rezando e torcendo pelo seu bem-estar. Ele como um rapaz normal vivendo em plenitude as alegrias da existência, sem sequer se dá conta do olhar que o guardava. Três anos se passaram desde a última vez que o vi, novamente em um show, num palco, e nada mudou pra mim. Nenhuma gota de sentimento se transformou ou deixou de ser o que era. Um verdadeiro platonismo se identificou em mim. Mantive a distância pessoal e virtual até onde pude, deixando claro a minha não intromissão e existência. Até fevereiro, em fevereiro algo mudou. Um despertar intenso de um amor guardado, conformado. Voltou a inclui-lo nos pensamentos. Decidi que era hora de se expandir e testar ser real para ele. E eu fui, sem muita pressa, o buscando em cada cantinho virtual. Obtive aceitação. Aparentemente pra ele eu era real. Talvez normal, comum. Alguém que ele lembrava que conhecia e que por isso não haveria problema em aceitar. Desde então a vida toma seu rumo sem maiores encontros, só entre alguns likes, dele e meus, e alguns suspiros, mais meus do que dele. A única coisa que posso dizer desses seis anos de carinho guardado é que ele ainda o pertence. De uma das maneiras mais bonitas que se pode imaginar. Talvez nunca seja um carinho livre ou correspondido pelo crush, já entendido como platônico. Contudo, ele tá aqui. Dentro de mim. 

domingo, 23 de outubro de 2016

23 anos no dia 23!

Em um lugar de sonhos, onde a fantasia brota e o imaginário se faz. Surge assim, num sábado de outubro, uma menina. Uma menina de sonhos e desejos. Buscando não crescer, a menos que não possa. Buscando não parar de flutuar, a menos que voe. Surge numa manhã de sábado de um outubro nada qualquer, uma menina. Uma menina-abraço-amor, ainda que não aparente. Surge com choro e silencia em sono de paz. Uma paz em meio ao caos urbano. Há 23 anos estava ela abrindo, pela primeira vez, os olhinhos pro mundo. Vendo, vivendo e sentindo o caos humano que é existir. Há 23 anos ela sorri, por saber que viver ainda é ser a todo tempo um sonhar em ser melhor. Há 23 anos ela habita o agora. São 23 anos apenas de quem ainda quer ver e levar pro mundo um novo mundo. Enfim, 23 anos num dia 23 muito esperado.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Sobre ela

Ela se encheu de uma coragem especial. Ela encheu-se de um único desejo. Uma vontade única em que o esperar era o principal personagem. Ela criou em si uma tranquilidade inexplicável, que só quem tem a vida inteira pela frente pode sentir. E ela podia. 

Siga esse som...

O Siga esse som de outubro traz toda a suavidade de Guilherme Scardini, um músico de Vitória - ES. O Guilherme tem dom na voz, nas letras e nas melodias. Dom e paz. O EP "Varandeiro" é a prova disso. EP encanto, eu diria, pois reúne fé e poesia, sutileza e intensidade. Sendo forte e certeiro. Atingindo além do coração, preenchendo a alma. Música de dom, com um significado maior do que se pode esperar. E eu, sinceramente, só tenho a agradecer por tê-lo encontrado pra desatar alguns nós presos aqui, dentro de mim. 

Fim de tarde
(Guilherme Scardini)

Fim de tarde na varanda
E mais um gole no café
"diga, como foi que o dia lhe tratou"

Tanta vida pela frente
E tão pouco posto em papel
"foi tão bom te encontrar por aqui"

Nos olhos um tempo de chuva
Na boca um sorriso do céu
Nas mãos um sincero convite para dançar

Parece até que eu não me importo
Me perder nas coisas mais banais
Parece até que eu já não quero me achar

E eu não devia te contar dessa tarde
E daquela história que eu já
Não conto para ninguém
E eu não devia me deixar por aí
Esperando que você vá
Pensar em nós
Quando estiver a sós
E me encontrar

Nessa cidade depressa
Eu me sinto tão devagar
"diga, isso já aconteceu com você?"
Olhos um dentro do outro
E tanto "pra" se conversar
"onde já se viu o tempo correr assim?"

Um punhado de boas notícias
E alegria "pra" se dividir
E um tanto que a gente não sabe de nós dois

E a noite já pediu silêncio
E a gente sem se preocupar
Que o dia deixe contratempos "pra" depois

E eu não devia te contar dessa tarde
E daquela história que eu já
Não conto para ninguém
E eu não devia te deixar por aí
Esperando que você não
Desate os nós
Pra nos deixar a sós
Que eu já não sei como
Nos encontrar.


sábado, 15 de outubro de 2016

Foi no mês de fevereiro.

Ressurgiu em fevereiro com uma intensidade incomum. Veio com uma força que me invadiu e contagiou meus dias. Desde então são flores, lágrimas, sorrisos, suspiros, emoções e medos. Uma gangorra de emoções causadas por um único ser. Tão humano quanto eu. Tão normal quanto você. Mas diferente. Cheio de um encanto aparentemente injustificável. Deliciosamente amável. Causador de um transbordar de sorrisos inexplicáveis. Um alguém de bom tom e som que vem se acumulando em mim. Ressurgiu em um fevereiro por motivos igualmente inexplicáveis, mas marcado por uma cronologia reveladora de quem já se viu e já se conhece, mas espera só um despertar. Um déjà vu cronológico. E no fim, talvez fevereiro nem seja tão despropositado assim. 

Pra te lembrar em mim.

Não sei te definir pra mim. Não sei porquê você. Foi você e não deu pra questionar. Surgiu assim de forma inusitada, impensada e avassaladora. Veio e ficou. Por algum tempo adormecido pela incredulidade, mas tava lá em algum cantinho sempre pronto pra me lembrar que existia. Tentei voltar atrás, repensar e entender o que era isso tudo. Mas não deu, não funcionou. E cá estou, nessa senoide emocional. Acompanhando teus passos, te deixando passar. 

Sobre ela.

Ela vem em dias de chuva, na calada da noite para adormecer. Ela vem sutil como uma brisa silenciosa. Ela vem com calma e abraça a alma em sopro de paz. Ela vem de qualquer lugar. E enche. Enche o espaço como se tudo fosse um vazio esperando para ser preenchido. Ela vem da luz. Ela vem pra iluminar, silenciar e abençoar. Encantar. Ela vem da poesia do olhar, do encanto da fé e da força interna de quem luta. Ela vem. Vem driblando a solidão, encarando a tristeza com uma flor. Ela vem pra apaziguar os dias árduos. Ela vem em sonhos e em vidas. Ela vem e passa, mas deixa a sua marca para um dia voltar assim que você precisar.
Dar tanta credibilidade ao nada que se espanta quando o tudo acontece. 

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Vocês imaginam a minha casa? Ela cabe no imaginário.
No espaço perdido.
No elo encontrado.
Vocês imaginam a minha casa? Ela cabe no coração.
Na estante.
Na solidão.
Vocês imaginam a minha casa? Ela cabe na existência.
Na figura amiga.
Na paciência. 
Vocês imaginam a minha casa? Ela cabe em vocês. 
Talvez seja hora de dizer que floresceu a saudade.
Talvez seja uma boa hora pra entender que nada voltará.
Talvez seja tempo de ouvir que ainda cabe você aqui.
Deixo minhas palavras para quem as sabem conduzir bem.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

sábado, 8 de outubro de 2016

Mais um rascunho

Mais um rascunho pra você.
Que nunca vai se revelar.
Mais um rascunho pra você.
Que ainda insiste em me encantar.
Mais um rascunho pra você.
Que ainda há de me rascunhar.
Mais um rascunho pra você.
Que sempre terá meu rascunho como seu lugar.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Amo-te de amor.

Amo-te inexplicavelmente.
Amo-te inesperadamente.
Amo-te.
Amo-te de amor.
Amo-te pelo teu sorriso.
Amo-te pelo teu som.
Amo-te pelo teu olhar.
Amo-te, porque tu existes.
Amo-te, porque tu és gente.
Amo-te, porque tu lutas.
E conquistas.
Tudo.
Inclusive a mim.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

No passo
Compasso
Na vida
Em esquinas
Nos sorrisos
Nos olhares
No vazio
Sem gente
Sem mente.

sábado, 24 de setembro de 2016

Eu não me aproximo mais. Não tenho o encontrado com tanta frequência. Deixei estar. Fui me decepcionando, não por sua culpa, mas por ter idealizado alguém que você não era. Por ter acreditado que você era especial, diferente dos infinitos que existem por aí. Mas você não era. Você era um igual. Igual a todos os outros que buscam e acreditam no que é fútil. Gente que se preenche de vazio pra se satisfazer. Eu lamento. Lamento por mim, por ter sido tão iludida. Lamento por você, por não ser tão essencial assim. E por fim, talvez você nem tenha sido o meu melhor rascunho. Talvez tenha sido só um rascunho qualquer.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Incríveis boas gentes

Quantas boas pessoas existem no mundo? Quantas nós conhecemos? Quantas pessoas possuem uma vibe tão boa que parece inacreditável que ainda não as conhecíamos? Todo dia a gente cruza com tanta gente desconhecida, tanta gente do qual não sabemos nada e que possivelmente nunca saberemos. Imagina a quantidade de gente incrível que já passou do nosso lado e as nossas vidas nem se encontraram? Esse papo todo é pra dizer que por mais só que eu me sinta sempre terei a esperança de que novas e incríveis pessoas apareçam. Atualmente elas têm surgido de todos os cantos, por motivos diversos e contato nem tão recíprocos, mas muito especiais. Acredito que em cada pessoa deixamos uma marca, às vezes nem é algo perceptível ou intenso, mas sempre tem algo guardadinho. Um gesto, uma palavra, um sorriso, um olhar. Marcas singularmente enriquecidas pelas emoções e bem-estar. Algumas [muitas] pessoas entraram na minha vida pela sonoridade, pela música, pela poesia dos versos rimados. E a cada dia, a cada nova musical descoberta, um expandir de bons sentimentos reforçam tudo aquilo que falei no início do texto. E eu só tenho a agradecer e me sentir com muita sorte por encontrá-los. 


P.S.: Especial para Gus [Garoto] e Vini incríveis sonoridades vindas ao vento, de longe, e que, como um abraço amigo, me envolvem e acompanham nestes dias mais apressados e nervosos. Trazendo toda calmaria necessária pra se alcançar a paz. Obrigada!

sábado, 17 de setembro de 2016

Sobre ela

Quem é ela? Uma visão vasta, de um todo-pouco quase mal vivido, mas um bocado especial. Quem é ela? Uma menina de olhos castanhos míopes, uma ironia pra ela que vê o mundo muito além das lentes que a fazem enxergar. Quem é ela? Uma voz muda, que grita por dentro, e ouvidos muito atentos, a fim de ouvir até mesmo a palavra não dita. Quem é ela? Um ser imperfeito, cheio de defeitos, que soluça ao errar e resmunga sem parar. Quem é ela? Um humor clássico de senso comum. Quem é ela? Uma boba, infantil e sonhadora tentando ser livre. Quem é ela? Alguém que acredita que a vida está cheia de incríveis bons seres máximos de luz e que, provavelmente, ela não é um deles. Quem é ela? Alguém que espera um dia emanar como um ser de luz. Quem é ela? Uma pontinha de iceberg em um dia de sol. Quem é ela? Uma poesia concreta com letras de canções. Quem é ela? Um arranjo simples de sonhos. Quem é ela? Um balde de sentimentos, de uma fidelidade extrema e um amor maior à uma tristeza e melancolia arrasadoras. Quem é ela? Um passo descompassado de uma dança e uma desafinação satisfeita por não saber cantar; e ser muito feliz com tudo isso. Quem é ela? Uma partida de futebol narrada a plenos pulmões, como se todo dia fosse uma final com clássico. Quem é ela? Sentidos e vontades, à flor da pele e em arrepios. Quem é ela? Quem é ela? Qualquer um no mundo, que caminhe por aí, que se doe um pouco, que erre, que faça de cada dia um dia. 

Despedida

Despedida, Momento estranho que marca uma vida. Momento especial que demostra o grau de importância que temos. Que pode gerar afeto e carinho. Faz da vida algo infinitamente especial e raro. Numa despedida a gente enxerga amor e gratidão nos olhos das pessoas. Enche o coração de sentimentos. Às vezes doídos, às vezes de alívio, às vezes de uma profunda paz. Despedida, momento certeiro pra aprender, respeitar, agradecer e de entender que nem toda despedida é um fim. 

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Siga Esse Som...

O Siga esse som de setembro vem com uma voz forte cheia de rock, vem com a banda Zimbra que conheci há pouco e já me fez bem. 

Viva
Zimbra

Eu queria poder mudar
Todas as plantas do seu jardim antes de te acordar
Eu só queria um pouco mais de tempo pra me acostumar

Eu gostaria de recomeçar
Aquilo tudo que eu te falei, antes de viajar
E me perder um pouco mais a cada dia que eu passei por lá
Deixa eu fazer diferente
Deixa eu mostrar que a confusão que a gente
Faz é parecida entre a gente
Quem é que vai nos proteger agora?

Por isso viva
Independente do que te aconteça
Embora não pareça eu sempre estarei do seu lado pra ajudar
Pra te ouvir reclamar, das coisas simples que você
Sempre transforma num problema

Mas agora, você me manda ir embora
Eu sempre estive fora de cogitação
Eu nunca quis ouvir demais o coração
Que sempre me falou
Que eu gostava tanto de você amor.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Siga esse som

Siga esse som de agosto com Dândis, um duo vindo lá do sul do país, que conheci por meio da doce e gentil "Guria". Vozes de leveza embaladas por violão e violino que buscam na sinceridade das palavras dizer o que nossos corações precisam.  

Antes Que a Hora Vá
Dândis
  
Ouça quem vem
Esse garoto solitário
Não esconde de ninguém
Que pede

Força a quem tem
Se cansou de ver as coisas
Com olhos de criança

E quer saber por que o mundo é egoísta
Se nada faz sentido
No seu ponto de vista

Acha que o mundo adulto é complicado
E acha que é errado
Viver tão preocupado

Se as coisas no seu fim não valem nada
E tudo um dia acaba
Então pra que ter raiva
Melhor é ter amor

Olha, meu bem
É tudo simples
mas a gente insiste em complicar

A vida é curta, eu sei
Mesmo assim ainda há tempo
Para aproveitar as coisas

Que você pensava em fazer
Quando tinha 5 ou 6
Quantas coisas você fez?

E o abraço que você sempre quis dar
Quando tempo vai faltar
Quantas coisas vão mudar

Pra fazer você pensar na vida agora
Pra fazer história
E viver a hora
Antes que a hora vá embora
Antes que a hora vá embora
Nem das mais raras.
Nem das mais especiais.
Sou só uma florzinha escondida num jardim qualquer. 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Sobre ela

Ela estava mergulhada. Nos sonhos, na vida, na eternidade, no coração. Ela estava imersa em um mar de emoções. Sentimentos dúbios a dominavam como uma velha e boa companhia. Dia após dia. Dentro do seu coração ela via pelos olhos do amor e mergulhava ainda mais, em busca de toda uma plenitude real. Imaginária, era o que ela não percebia. Ela não via a impossibilidade do sentimento interno-irreal. Mas ainda assim, sincero e doce. Ela continuou mergulhando. Sentindo-se indiferente, com uma conformidade discreta, não pensada, ignorada, mas existente. E assim foi, para além do que infinito interno permite. Mergulhada em si. 

domingo, 24 de julho de 2016

Siga esse som...

Siga esse som com o meu sol de todo dia. 

Meu Sol
(Vanguart)
  
Minha alma
Sabe que viver é se entregar
Sabendo que ninguém pode julgar
Se teve que olhar pra trás ou não

Talvez
Se a vida me trouxer o que eu pedi
Te encontro e faço tudo o que quiser
Te dizendo "O Sol renasce amanhã"
A vida é tão mais vida de manhã

Quando vejo você
Saiba você é
Meu Sol

Ela
Tem entrelinhas fáceis de rimar
Me encosta o colo e fica onde quiser
E me molha como um rio que lava o chão

Só pra você
Eu tenho os olhos e meu coração
Espero o teu sorriso e as tuas mãos
Não esquece, o Sol renasce amanhã
A vida, enfim vivida de manhã

Quando tenho você
Sempre você é
Meu Sol

Meu Sol
Saiba você é
Meu Sol
Sempre você é
Meu Sol

Eu já
Me preparei demais
E declaro, agora é a hora
O amor profundo, o amor que salva
Vem depressa, não demora

Meu Sol
Saiba você é
Meu Sol
Sempre você é
Meu Sol
O que eu vejo
Ninguém vê
Até um dia encontrar
Alguém que veja
Pelo meu olhar.

domingo, 3 de julho de 2016

Entrelaços presos.
Pregos enferrujados.
Dias acinzentados.
E uma solidão adormecida.
Que renasce.
Ressurge.
Para liberta-se.

sábado, 2 de julho de 2016

Quando a vida te freia.
Quando o coração para.
Quando a razão percebe.
E o sentido muda.
Quando o amor profundo não é mais que uma poça rasa.

sábado, 4 de junho de 2016

Siga esse som...

O "Siga esse som" de junho vem 'simples assim', simples pra alegrar e simplificar a vida. A simplicidade de ser simples me chega aos ouvidos em melodia suave e viva e em versos pelas vozes do "Projeto Capela" ou, simplesmente Caio Andreatta, Gustavo Rosseb e Léo Nicolosi.

"SIMPLES ASSIM "
Gustavo Rosseb

Simples como agulha no palheiro;
Simples como um bicho de pé.
Simples como tinta no tinteiro,
Como chegar em primeiro e
Como a minha vida é.

Simples carnaval em fevereiro.
Simples como um raio de sol.
Simples como o "ouviram do ipiranga",
Forte amarelo da manga
Tanto quanto a minha fé.

Simples quanto o simples deve ser
Pra algo acontecer,
Alguém vai ter que vencer.
Simples como eu gosto de você
Juntos ao anoitecer,
Sem você não sei viver.

Simples vire a esquina e siga em frente!
Simples como um gole de café.
Simples como escrever no espelho
Com o vapor do chuveiro:
Bailarina é de balé!

Simples como o povo brasileiro.
Simples como João e José.
Simples como cama de mucama,
Como "não pise na grama" e
Como mau e bem-me-quer.

Simples como casca de ferida.
Simples como o som de um trovão.
Simples como grito de torcida,
Ganhar e perder a briga,
Como bate um coração.

Simples como fila de cinema.
Simples como canção de ninar.
Simples como sorrir de bobeira,
Como grade de cadeia
E um sofá pra descansar.

domingo, 29 de maio de 2016

Por mais dias em que a nossa única obrigação seja esperar o tempo passar. 

sábado, 28 de maio de 2016

Por quanto tempo ainda vou ter esse medo? Por que torna-se tão difícil pra mim? De onde saí tanta incerteza? Não sou assim! Meu normal é a decisão, é a certeza do que quero e de qual passo irei dar. Então, por que me afetas tanto? Por que me faz pensar tanto? Por que não me deixa agir com uma clara decisão? Por que não consigo? Por que me questiono tanto? Serás tão importante assim ou só uma ilusão? Serias tanto uma ilusão que a racionalidade está o encarando e bloqueando, não me permitindo seguir em frente em algo que possa ser puro arrependimento? Por que tão doído? Por que não é tão simples? Não sei, não entendo e enquanto isso, apenas sigo em plena ebulição de ideias e vontades, sem nunca descobrir ao certo o que fazer e quando fazer. 

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Sobre sonhos!

Eu acredito nos sonhos. Posso ser ingênua demais por isso, mas continuo acreditando nos sonhos e nas sensações, psicológicas e físicas, que eles nos deixam. Os sentimentos mais intensos durante o sonho parecem se transportar pra vida acordado, por vezes isso me assusta, por vezes me despertam para coisas jamais sentidas. Sorrisos, abraços, medo, aflições, um toque de momentos jamais vividos, mas muito especiais. Nos sonhos vivemos instantes de um universo paralelo ainda inexplicável. Uma fonte surreal de vida que intensifica o que é real e soma-se a sede de viver cada dia mais. Sendo um interior não desbravado, quase inatingível, mas que por um curto instante se atinge dentro do irreal, dentro da fantasia que nos envolve inconscientemente todos os dias e faz girar a engrenagem que faz da vida um eterno luz e mistério. 

sábado, 21 de maio de 2016

...

Serás meu rascunho eterno.
Descrito em palavras não ditas, mas traduzidas.
Traduzidas entre sorrisos e olhares não vistos.
Não recebidos.
Não passarás de um rascunho. 
No leito que se expande pra dentro.
Num coração que se fecha.
Numa alma que se abre.
Terás meu rascunho.
No eterno.
Serás meu melhor rascunho.

domingo, 15 de maio de 2016

Tem horas que vale a pena parar pra pensar o quão errada sobre alguém a gente pode ser. Procurar nas entrelinhas qualquer pedacinho de característica que te faça acreditar, de fato, no que a pessoa é. Confesso que me incomoda conhecer alguém pela ideia dos outros ou apenas pela metade e me parece um tanto suspeito quem seja um todo perfeito, no mesmo passo que me dói acreditar num alguém criado por uma imaginação fertilmente apaixonada. Em contrapartida, desfazer ideias consolidadas sobre alguém é igualmente doloroso, ainda mais quando a pessoa soa ao contrário. Por fim, é difícil acreditar no real daquilo que não se vivência. O fantasiar em cima disso sempre vai ser mais interessante, porém nunca real.   

sábado, 7 de maio de 2016

Siga esse som

Siga esse som desse mês vem com uma parceria linda, Tó e Viáfora, "Meu coração e o seu" está no mais novo cd do Tó Brandileone o "Eu sou outro", que me parece bem significativo e docemente maravilhoso. 


Meu coração e o seu.
(Tó Brandileone/ Pedro Viáfora)

O destino ilumina o chão.
Sigo a direção.
Trago a força e os olhos do meu pai.

Sou menino aqui no coração .
Signo de leão.
As estrelas são meus ancestrais.

Procurar, se perder.
Cada encontro terá um porquê.
Um olhar diferente e a gente entendeu.
Meu coração e o seu.

O acaso sempre me escolheu.
Minha fé e eu.
Num relance o lance se constrói.

Quando a gente se encontrar depois.
Vamos ser os dois.
Os romances vão falar de nós.

Confiar, compreender.
Encontrar um lugar .
Pra ficar com você.
Tá escrito nos ditos de Deus.
Meu coração e o seu.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Um amor por SP!

Enfim SP se fez em mim. Enfim me fiz em SP. Uma semana foi suficiente para que eu visse nascer um amor que já se rascunhava há aproximadamente 1 ano. Como não perceber a maravilha que São Paulo é? Mesmo com todos os problemas, em meio a crise política e toda confusão que ebule entre suas ruas, avenidas e pessoas, São Paulo se mantém rígida e flexível assim como o concreto que tanto a caracteriza. São Paulo é um cinza que colore, brotando flores e grafites por onde se passa. Uma cidade que se expande diante dos nossos olhos através da imensidão em concreto, aço e vidro que vão se multiplicando, em distintas formas e tamanhos, ao longo de faixas divididas que tentam conciliar as formas de locomoção. Seus espaços - criativos - públicos que se diferenciam em tudo do que me é cotidiano e me fazem acreditar que sim, que é possível ser melhor. Andar se torna eficiente e um ato de louvor à cultura. São Paulo respira e exala cultura, diversidade, o mínimo de civilidade e respeito. A sensação que fica é que, indiferente à saturada densidade demográfica, sempre caberá mais um em SP. Suas pessoas, que até então tinha receio por ter em mente a ideia deturpada de que eram frias e pouco gentis, se mostraram de uma educação e gentileza suprema, uns amores de simpatia, me deixando bem satisfeita por saber que estava enganada sobre o perfil dos paulistas.
Enfim, São Paulo se despediu de mim me deixando claro que ela é um encanto cultural diversificado onde você se sente livre e pronto pra ser naturalmente feliz diante do que você é. E foi me encarando  até o último segundo com um sorriso esperançoso por um próximo e breve encontro.


PS.: São Paulo, enquanto um grande centro econômico e urbano do país, apresenta uma acentuada desigualdade que é clara e evidente em seu dia-a-dia. Contudo, é perceptível a vontade de seus habitantes em viver, usufruir, cuidar e manter a cidade. Além do sentimento de pertencimento e valorização muito presente. Sendo assim, São Paulo pela sua história e vivência é um excelente exemplo do que se é bom e do que não se é bom pra ser seguido. E no fim, SP é uma referência inigualável.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Sobre ela

Talvez fosse melhor assim, ela pensou. Deixar tudo pra trás e buscar algo novo. Ou apenas esperar que tudo fosse se resolver por si só. Ela queria acreditar nisso, embora sentisse que todo esse esforço fosse em vão. Ela não chorou, ela estava muito cansada pra isso. O cansaço dela era muito interno, doído. Contudo, ela continuava pensando que talvez fosse melhor assim, e repetindo para que um dia ela pudesse, de fato, acreditar. E seus dias foram passando, vivendo, sorrindo, buscando, chorando e, por fim, querendo sempre acreditar. 
Tempo-amigo.
Velho amigo de todas as horas.
Excepcionalmente especial e compreensivo.
Amigo que guarda as dores e te faz respirar.
Amigo que te ensina e protege.
Tirando o que parece eterno e eternizando o que não precisa ser tirado. 
Tempo-paciência.
Tempo-aliviador.
Tempo-abraço.
Tempo-gratidão.
Apenas tempo, a todo tempo.

domingo, 10 de abril de 2016

Siga esse som

'Siga esse som" de abril sendo "tão feliz sou eu agora", parece que essa música é uma reconquista muito bem acertada. Trazendo de volta carinhos e tudo que possa fazer da vida algo melhor. 

"Tanto a dizer"
(Paulo Novaes/Pedro Altério)

Quando o tempo para
É quando a gente sente
Quanta coisa rara
Quanta luz presente
Quando o vento sopra
O quanto eu canto alto
Canto as memórias
Canto os meus pecados

Vou contar histórias
Dizer o que sinto
Quando a gente chora
Quando tudo é lindo
Sei cantar meus medos
Sem temer as dores
Canto o meu momento
O meu lado escuro

Mas então tudo é tão claro
Tão mais fácil de dizer
Tão feliz eu sou agora
Tenho tanto a dizer
Tanta coisa eu vejo agora
Tanta ideia ver nascer
Tão feliz sou eu agora
Tenho tanto a dizer
Tão feliz sou eu agora
Tenho tanto a dizer.