sábado, 21 de junho de 2014


Coração valente finge não sentir dor.
Mas a dor que se sente sempre lhe procurou.
Coração valente não quis essa dor.
Saiu por aí pra disfarçar e se encontrou.

Encontrou-se no sentir da dor que não queria.
Viu-se a entender o porquê que ela existia.
Coração valente curou-se da dor que não queria, 
Porque percebeu que não mais a sentia.

domingo, 15 de junho de 2014

Siga esse som...

O Siga esse som de junho vem da indicação de um amigo, porque sim, meus amigos também me são uma fonte de indicações lindas e que, de tão lindas que são, vem direto pro siga esse som do mês. 
Felixbravo, da primeira vez que meu amigo me falou eu pensei que fosse uma pessoa só, mas logo descobri que na verdade eram duas, um duo: João Felix e Bernardo Bravo. Indiferente se eram uma ou duas pessoas, o encantamento foi imediato. Uma linda voz e uma poesia que muito se aproximava das minhas ideias e pensamentos, ou seja, me identifiquei instantaneamente. Segue a bela "Mala do Sonho", um típico amor à primeira audição. 

Mala do Sonho
Felixbravo

A gente pega o sonho e põe na mala
Faz cara de quem quer sair por sair
A gente pega a roupa mais cara
Se veste e depois põe-se a sorrir

Cara de quem não espera do dia
Mas sempre sonha amanhã
Cara de quem não quer ver o dia passar tão sem afã

Uns esperam parados os outros cantam
Pra espantar essa solidão coletiva
Eu espero parado olhando em meu canto
Surpresa se vem não avisa não

Quando é que vai chover nessa coisa
Que a gente chama coração
Quando é que vou me esquecer dessa prosa
E te dar bem mais que atenção

Deve existir um porque
Da gente insistir em ficar
A noite a procura de quem
Possa ao menos nos dar um olhar

A gente espera tanto por nada
E o dia amanhece igual
Quem fez de seu sonho peso de mala
Acordará amanhã menos mal

Tudo confunde a gente se rende
A gente só quer desistir
Depois vem a lua no céu estrelado
Lembrar que a gente é feliz

Coisas que a gente nem vê
Coisas pra lá e pra cá
Frases e versos tão demodês
Que a gente inda tem que explicar
De noite a loucura não vêm
Em ondas como as do meu mar
Só vem quando o dia amanhece meu bem
Eu só sossego quando você chegar.