domingo, 14 de dezembro de 2014

Siga esse som

O "Siga esse som" deste mês vem pra encerrar o maravilhoso ano musical com uma cantora de voz particularmente especial para mim, pois ela muito me representa. Com vocês, Bárbara Rodrix, que tive o prazer de passar o ano ouvindo e descobrir recentemente a preciosidade que é o seu álbum "Ninguém me conhece" (2007). O disco é todo lindo, sutil e fofo. Vale ressaltar que a Barbara possui várias e lindas parcerias, como por exemplo com a Luiza Possi em "Venha" e "Minha Companhia". Segue, então, a canção que intitula o álbum. E, claro, os desejos de que em 2015 o "Siga esse som" volte ainda mais iluminado e musicalmente maravilhoso. 

Ninguém me conhece
(Bárbara Rodrix)

Ninguém me conhece.
Nem as bonecas que eu não tenho.
Nem as amigas, a família.
Nem meu caderno de desenho.
O meu coração é uma ilha.

Ninguém me conhece
O cara com quem fico às vezes
O livro que me leva ao pranto
Os dias todos, nem os meses
O meu coração é meu recanto

Quem sabe de mim? nem eu
Quem sabe de mim não nasceu
Sabe lá
Só quando chegar a hora
Alguém que não for embora 
Saberá

Ninguém me conhece
Nem o pijama, o travesseiro
Nem o diário em que eu me incluo
Não tem ninguém no mundo inteiro
O meu coração é um labirinto

Quem sabe de mim, não sabe
Que eu tenho meus segredos
Guardados a sete chaves
E eu não vou contar tão cedo

Quem sabe de mim? nem eu
Quem sabe de mim não nasceu
Sabe lá
Só quando chegar a hora
Alguém que não for embora 
Saberá

Só quando chegar a hora
Alguém que não for embora 
Saberá

                                   https://soundcloud.com/barbara-rodrix/08-ningue-m-me-conhece

Mais Barbara Rodrix

sábado, 13 de dezembro de 2014

Um potão de paciência, como faz pra arranjar, por favor por favor?! ~respira, respira~ Falta pouco, falta pouco... Basta se lembrar!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Pato Fu em São Luís! Sonho!

Pato Fu, MDB, Praça Maria Aragão - São Luís- 15/11/2014

Fernanda Takai
Soletrando (meu nome) com Lulu Camargo!
Novembro foi um mês diferente. Trouxe pra mim a realização de um sonho que começou lá na minha infância, aos 7 anos em 2001, quando ouvi pela primeira vez a voz da Fernanda Takai na novela "Um anjo caiu do céu". Daí pra frente virei fã, ou melhor, uma patofã. Sendo assim, na medida que as possibilidades que uma criança de 7, 8 anos fui buscando conhecer mais a banda e me encantar ainda mais pelo mundo da música. 

Fernanda sendo linda e autografando TODOS os meus cds, dvds e livro
John Ulhoaaaaaaa, fera, gênio!


Não foi à toa que foi do Pato Fu o primeiro cd que comprei na vida, o que torna a banda ainda mais importante e especial. Agora, com 22 anos de carreira e 13 anos de espera meus, eis que o Pato Fu pisa em solo maranhense pela primeira vez (e que seja a primeira de muitas e o John me disse que ano que vem tão aí de novo, assim espero!). 





Glauco cheio de trecos, mas muito simpático com um baita sorrisão!
O show foi simplesmente maravilhoso! Exatamente do jeito que havia só que melhor, porque foi real, estava acontecendo. Além do show ter sido incrível tive a oportunidade de falar com  a Takai, com o John, o Lulu, o Ricardo, o Thiago e ainda ter dado um "bem-vindo ao Pato Fu" bem sonoro ao Glauco, que riu e agradeceu. Foi um momento único, especial que será eternamente guardado na eternidade da minha memória. 


Ricardo e seus toddynhos
Lulu gente fina!
Thiago Braga, melhor risada! Ps.; peguei no cabelo dele hahaha




quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Siga esse som...

Novembro meio  parado, mas me fez lembrar de um som antes já escutado. Para acompanhar este mês segue, no Siga esse som, Brunno Monteiro.

Novo Modo
(Brunno Monteiro)

Quando acabou a luz
E nossas mãos desceram frouxas

As folhas encobrindo as ruas
E pedras atrasando o nosso andar

Dono do meu próprio barco
Fui procurar o meu caminho
Fiz que esqueci
Mas você fica, sempre fica
Ecoando...

Entre sins e não talvez
Precise mudar
Para me encaixar
É o que eu tenho pra lhe dar
Meu novo modo de amar

Percurso curto,
Do abraço ao seu pescoço

Turbulências são apenas
Nuvens no caminho
Depois da tempestade a estrada continua
E a saudade...

E sem meus erros, o que eu seria?
E sem romper eu estaria
Na mesma velha via, que seguia
E nos consumia...

Entre sins e nãos talvez
Eu tente encontrar
Um lugar onde o azul
Não fique só no mar
E me solte pelo ar

Entre sins e não talvez
Precise mudar
Para me encaixar
É o que eu tenho pra lhe dar
Meu novo modo de amar

Preciso ter, preciso ser
Preciso ver, preciso de você...


Mais Brunno Monteiro em:

sábado, 15 de novembro de 2014

iuuuupiiiiii

Hoje é um dia muito especial, o dia em que a espera de 12 anos terminou. Ansiedade e felicidade se misturam e tornam as letras das canções ainda mais especiais. Pato Fu em São Luís com o Música de Brinquedo mais o Giramundo é de lavar a alma e o coração. Let's vamos!

sábado, 25 de outubro de 2014

:)


Coisas que parecem bobas e até que são, mas nos deixam radiantes e com um baita sorrisão!


sábado, 11 de outubro de 2014

Ah, a vida!

A vida sabe ser estranha e nos frustrar em momentos mais felizes. O que me faz pensar se vale a pena viver tão intensamente cada coisa ou se torcer por algo que não é para acontecer é de fato necessário. Mas com saber isso? 

Querer muito que algo, que é importante para alguém, aconteça e se frustrar porque não era o momento ou por quer que seja a razão para não acontecer e ficar se sentindo mal por ter criado tamanha expectativa e pela pessoa que deve estar se sentindo muito triste e ficar mais triste por saber que a pessoa está triste é tão ruim. Faz pensar. Faz não querer pensar. Faz não querer querer mais. 

Contudo queria poder abraçá-lo e dizer que vai ficar tudo bem. Que às vezes um sonho precisa ser adiado, mas que jamais se deve deixar de acreditar neles. Tais palavras talvez o confortariam e também me fariam acreditar nisso. 

Deixar de viver não resolveria as frustrações. Já tentar reorganizar a vida faz caminhar, faz seguir em frente, buscar novamente os sonhos adiados e a felicidade. Afinal, é essencial que se "seja leve ao escutar o não, quem sabe outro dia. Nunca sempre se tem a razão, é a lei da vida".

domingo, 5 de outubro de 2014

Siga esse som

Se alguém procurar pelas postagens mais antigas vai encontrar algum post em que eu dizia que não falaria dele aqui no Siga esse som. Entretanto, tal atitude tornou-se inevitável. Isso desde que ele passou a ocupar meus dias que sua voz e canções deliciosamente agradáveis. Além de muito me confortar e me aconselhar com suas palavras aconchegantes seja em português ou inglês. Quem é ele? Tiago Iorc! Então, no mês em que celebro a minha vida nada mais justo do que tê-lo como representante. Indicando e mostrando ser mais um amigo musical para sempre. 

"Um dia após o outro"
Tiago Iorc

Pra começar
Cada coisa em seu lugar
E nada como um dia após o outro

Por que apressar?
Se nem sabe onde chegar
Correr em vão se o caminho é longo

Quem se soltar, da vida vai gostar
E a vida vai gostar de volta em dobro

E se tropeçar
Do chão não vai passar
Quem sete vezes cai levanta oito

Quem julga saber
E esquece de aprender
Coitado de quem se interessa pouco

E quando chorar
Tristeza pra lavar
Num ombro cai metade do sufoco

O novo virá
Pra re-harmonizar
A terra, o ar, água e o fogo

E sem se queixar
As peças vão voltar
Pra mesma caixa no final do jogo

Pode esperar
O tempo nos dirá
Que nada como um dia após o outro

O tempo dirá
O tempo é que dirá
E nada como um dia apos o outro.

OBS.: Marquei quase que a música inteira, porque ela é de fato muito especial. Tiago sendo fofo e gentil ao escrever palavras tão coerentes. 

Mais Tiago Iorc

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Siga esse som...

Amor pouco é bobagem. Difícil ter poucos amores musicais diante da imensidão de talentos que nos rondam. Meu mais não tão novo amor musical se chama Pedro Morais. Um carinha lá de Minas que canta muito, compõe muito e me encanta muito. E já vai cantando aqui no Siga esse som de setembro. Afinal, "Pedro vai..." 


"Pedro Vai..."
Pedro Morais

Pedro vai sobre a linha do trem

Deixa para trás a cidadezinha
As sinhas e tudo mais
Parece que foi ontem que disse adeus
É certo que aqueles sonhos não eram seus
E lá está doce paisagem a se afastar
Enquanto pedro vai...
Caçando bichos em nuvens

Disse maínha:

Prudência na capital!
Pede a santinha que acode a quem crê
Todo trabalho é cura de tanto mal
Mas deus ajuda quem faz da labuta o querer

E agora já faz um ano

E pedro aprende a não esquecer
E tudo que a vida prometeu
Ainda caminha a prometer

Mas ele sabe que a vida é pouca

Mas ele sabe que a sede é tanta
O sonho não se adianta
E o tempo insiste em correr
Enquanto pedro vai...
Pedro vai...
Sobre a linha do trem...

Mais Pedro Morais:

sábado, 13 de setembro de 2014

Vida, aquela caixinha de surpresas!

Blog mega abandonado por motivos de mudança na vida. 
Eu poderia passar horas falando do quão maravilhosos estão sendo os meus últimos, pelo menos, 20 dias que mesmo assim não seriam suficientes para definir o quão linda a vida se tornou.
Ir desde o meu nervosíssimo, para não dizer medo, pós resultado do concurso do estágio até a ansiedade por querer começar, por querer saber se seria boa o suficiente para desenvolver as atividades lá, por querer conhecer os colegas de trabalho, por querer saber quem eram, quantos e se seriam pessoas legais. 
No dia em que ia, finalmente, começar e conhecer todo mundo estava tão nervosa, tão ansiosa como nunca imaginei que ficaria. Contudo, entrar na sala de nome "Engenharia" e encontrar tantos rostinhos curiosos, sorrindo para mim e dizendo "oi!" trouxe uma tranquilidade infinita, fez com que eu me sentisse em casa.
Desde então tem sido assim, uma alegria contagiante de 19 pessoas que fazem das minhas manhãs de trabalho puro amor. Sorrisos abraços que me mostraram o tanto que eu, de fato, amo a minha profissão. Em tão poucos dias de convivência já tenho muitas boas histórias para contar e guardar na memória e no coração. Lembranças incríveis que vão me enriquecer profundamente tanto no quesito profissional quanto no pessoal. 
Acho que eu só tenho a agradecer por ter sido tão bem acolhida em meio aos tantos engenheiros civis e elétricos, arquitetos e designer. Nunca me adaptei tão rápido num lugar. Sentir que faço parte de algo tão grandioso é uma das melhores coisas que poderia ter na vida! 

domingo, 24 de agosto de 2014

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Siga esse som...

Agosto vai de Filarmônica de Pasárgada com o cd "Rádio Lixão" neste "Siga esse som". Tive o prazer de assistir a um pocket show em agosto de 2013 no Rio e desde lá o carinho pela banda só aumentou. 

Eu com a Filarmônica formação antiga na FNAC-Barra, Rio de Janeiro-RJ
Mil Amigos
Paula Mirhan e Marcelo Segreto

Você,
Eu sei
Precisa se lembrar
Precisa saber

De quem?
O que?
Que vai avante ante anteontem
Pelé guerrilha iê iê iê

Você,
Eu sei
Precisa respirar
Precisa esquecer

Não sei
Não sei
Cidade medo mais de mil amigos
E um refrão a palpitar

Na minha camisa
No vento, no anular
No fone de ouvido
Na foto, no toque do seu celular
Que ninguém memoriza
Que você não precisa 
Mas não pode parar.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Rio 2013

Hoje completa 1 ano que viajei pro Rio de férias. Minha primeira viagem completamente alone e, portanto, marcante. Não só por isso, mas também por reencontrar familiares que não via há algum tempo. Sendo assim, pelos próximos 10 dias serei o puro exemplo do que a saudade é capaz de  fazer no ser humano. E por causa disso e da necessidade de expor meus sentimentos sem ser chata no twitter optei por fazer isso aqui. Meu blog, minhas regras! (Risos). 
Enfim, começo por hoje lembrando do quão difícil foi dormir no avião (não consegui, óbvio), do quão fofo era o guri que pediu pra sentar do meu lado e que me perguntou, quando o avião desceu (era voo direto), se estávamos em São Paulo e eu respondi animadamente que não, que estávamos no Rio. Além disso teve o piloto simpático (amo/sou pilotos simpáticos que amam soltar uma gracinha diretamente da cabine) que disse todo feliz que o desembarque ia ser na pista e que, naquele instante, a temperatura era 18 graus na cidade maravilhosa. Eu, linda e meiga, acostumada com o calor deste Maranhaozão pensei inocentemente "18 graus, deve tá de boa" daí fui caminhando naquela filinha do passinho curto que se forma no corredor até a porta. Cumprimentei a tripulação, me virei pra porta e pá levei um tapa de vento gelado de 18 graus. Imediatamente quis retornar pro quentinho do avião, mas já estava na escada. Não tinha jeito. Desci a escada achando que a qualquer momento ia rolar, quando finalmente desci andei apressademente pro ônibus que já estava cheio. Nem me importei de ir em pé quase na porta. 
Já na esteira de pegar as malas achei que fosse ficar lá pra sempre. Vi trocentas malas iguais a minha e nenhuma de fato era. Além de quase ter precisado sair correndo atrás de moço que pegou minha maletinha por engano, sorte que ele percebeu e devolveu logo. A ansiedade pela espera da mala não é aliviada pela tv que mostra o pessoal jogando nada delicadamente os nossos pertences na esteira. Enfim, minha mala veio e eu me preparei psicologicamente e fisicamente para arrancá-la daquela maldita esteira que parecia acelerar antes de conseguirmos tirar o que quer que seja de lá. Depois de uma luta (espero que ninguém tenha prestado atenção) fui caminhando até o portão de desembarque para o abraço da família. Tá, mas cadê a família?
Para a minha sorte logo vi minha tia pequeninha se esticando toda para me ver entre as outras pessoas. Depois veio meu tio que tinha ido estacionar, aí meu outro tio (meu tio-spider) chegou e a festa se fez. Mas ainda faltava minha tia (êta lêlê que é tio que não acaba mais) que era pra onde eu ia ficar. Ela demorou pra chegar e eu a essa hora já era só a cara da fome. Então meu tio-spider foi me comprar um cafézinho, contudo ele esqueceu de me avisar que era expresso sem açúcar (magina a delícia que era! Argh... amo café, mas expresso sem açúcar já é obsessão demais) então engoli tudo na fé. Mas a fome não passou (e nem podia, né?) até que minha tia chegou e nós fomos forrar a burra tomar café da manhã, porque já eram quase 7h30. Nunca comi tanto pão de queijo na minha vida. 
A ida pra casa foi divertida, olhando a paisagem incrivelmente encantadora do Rio. O resto do dia foi de descanso. Afinal, a aventura estava só começando. 

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

A gosto de música!

Agosto, aquele mês que por vezes resolve nos surpreender com um turbilhão de novidades boas. Hoje chegou o segundo cd da Filarmônica de Pasárgada, o "Rádio Lixão", que foi bastante aguardado por mim desde o primeiro, " O Hábito da Força", e o pocket incrível show que tive a oportunidade de assistir ano passado durante minhas férias no Rio, além de ter ficado muito feliz por tê-los conhecido e meio que conversado rápido com cada um. Desde então a formação deu uma mudada, contudo a qualidade e simpatia não diminuiram. 
O que posso dizer depois de ter passado o dia inteiro ouvindo o cd novo é: que belezura! Já quero show! E claro que já tenho minhas favoritas e músicas amorzinho, sendo elas na ordem da conquista do meu coração: "mil amigos" ~que é um docinho de canção~ "Tilt" ~'pô, Gabriel! Esse cabo aí, cara... ajeita aí, bicho, arruma essa merda aí...' hahaha o Gá, como não amá?!♥haha me desconcertou animadamente~ "Amor e carnaval" ~'... tira o pé do chão e põe o pé no pufe, afunda no sofá que o pijama é o abadá...' meu hit pro próximo carnaval hahaha~ "Fiu fiu" ~ 'É agora que o bicho vai pegar...' melhor batidão chão chão~  "Ela é dela" ~coro 'ela é dela', coro mais simpático~ 'Tic tac' ~a vibe meio música de joguinho me empolgou, deve ter sido o 'porre muicho lôco de pinga com refri' ~ As demais ainda terão tempo de me conquistar também, afinal, o cd é todo uma delícia musical!

domingo, 27 de julho de 2014

Férias... Segundo semestre!

Depois de um semestre atripulado, cheio de greves, feriados, copa e aulas dia de sábado a tarde até perder de vista... Eis que as férias chegaram. Iupi!!! \o/ Uns 15 dias para repor o sono e adquirir fôlego pra mais um semestre de aprendizados e estresses (sempre tem, não adiantar dizer que não. Melhor aceitar e levar pra vida que dói menos!). Contudo, quando lembro que é pro sexto período que estou indo sinto um frio na espinha. Não por medo, mas por ansiedade e por perceber o quão rápido os anos têm passado e que logo, logo estarei me formando. 
Mas longe de sentir que a vida tem sido um repetir de dias e palavras, o segundo semestre de 2014 vem prometendo ser o mais diferente e esperançoso. Acho que, enfim ou talvez, a vida esteja se encaminhando para um curso levemente sofisticado e simples, com uma pontada ou como um principio daquilo que será pra sempre. Ou pelo que pretende-se que seja, por hora. Que os dias sigam da forma que for pra ser, mas sem perder esse encanto que se espera até que a realização de tudo que está quase a mão, enfim, se concretize. E que esses 15 dias de preparação sirvam pra exatamente isso, para aguardar por esses dias melhores! 

Siga esse som...

Siga o som de julho vem falando lá de longe, palavras escritas por quem é de perto e cantadas por quem também é de longe. "Carnaval em Curitiba", composta por Phill Veras (maranhense) e lindamente interpretada por Bernardo Bravo (paranaense). Além da letra e da interpretação serem lindas, conta também com toda a sutileza e beleza do piano de Bruno Piazza (já bem citado por aqui por conta do seu trio, o Oritá) que é dono de muito talento e encanto. Segue então:

"Carnaval em Curitiba"
(Phill Veras) 

Deixa eu perder timidez por ai
Vou falar por aqui palavrões
Deixa eu tomar da cachaça do Batista 
Eu não vou abusar

Deixa o neném nos meus braços, olha aí!
Olha só como pesa, olha aí!
Deixa eu sentir ciume de ti
Mas não deixa abusar.

Deixa eu pular carnaval em Curitiba
Deixa a poeira abaixar
Deixa eu tocar violão a tardinha
Deixa, eu não vou abusar. 

(x2)

Phill Veras cantando "Carnaval em Curitiba" na gravação do dvd "Gaveta" no Teatro da Cidade, aqui, em São Luís: http://www.youtube.com/watch?v=B7lr0E0jHbQ

Bernardo Bravo cantando "Carnaval em Curitiba" no cd "Arlequim" acompanhado do piano maravilhoso do Bruno Piazza: http://www.youtube.com/watch?v=LLHf_nG2J9g

Obs 1.: Esse ano terei um pouco de Natal em Curitiba, cerca de 40 minutos do dia 24 de dezembro apenas para abrir o apetite de novos ares, de novos desejos e possibilidades. Espero que seja bom!

Mais Phill Veras:

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Leveza.

Talvez seja necessário voar. Ir em busca de uma nova esfera, de novos sonhos e desejos. Ir além do visível e se superar nas descobertas. Percorrer novos caminhos sem lembrar do passado. Ter, de fato, novos objetivos e não ficar ressentido por nada. Libertar os sonhos e sair da zona que nos limita a ser o mesmo de sempre e fazer as mesmas coisas sempre. Encontrar outros porques. Se sentir livre e leve pra caminhar e ver outras possibilidades sem precisar explicar cada passo, sem se machucar e sem sofrer. Deixar o tempo ser apenas o tempo, sem pressa. Cantarolar versos recém escritos e recitar novas palavras. Produzir sorrisos encantados e rodopiar como um verso sutil e flores. Ser, por fim, livre.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Pingo.

Sou um pingo.
Um pingo de alegria e tristeza.
Um pingo de sorriso e choro.
Uma pequena gota que estraga o vestido da menina.
Um tico de nada que causa uma dor alucinante.
Uma pontinha de algo que ilumina.
Um pingo do que torna a vida sem graça.
Sou a ausência dos termos e expectativas.
Sou um pingo de cada coisa que essencializa a vida.

domingo, 6 de julho de 2014

"... E as minhas revoltas são sinais de amor..."


Acho que todo mundo já se apegou a algum cantor/cantora ou a alguma música e teve seus momentos de "não passar um dia sem ouvir a música ou o cantor/cantora". Atualmente, estou tendo esse momento com "Revoltas Teatrais" do talentosíssimo Paulo Novaes. Cara, que música é essa? Vai, me explica! Já descrevi sobre a minha admiração pelo trabalho do Paulo aqui e o que posso afirmar é que esse moço não vai deixar de me (en)cantar tão cedo. Cada nova descoberta musical funciona como se eu recebesse um super abraço carinhoso de palavras e de uma voz maravilhosa que trazem alívio, aconchego e um desejo imenso de cantar junto como uma forma de solidarizar os sentimentos descritos nas letras das canções. Sendo assim, a minha ansiedade pelo cd e por um show é imensurável, torço para que ambos se realizem logo. Enquanto isso, sigo na minha dose diária de "Revoltas teatrais".



"Revoltas teatrais" na praça Victor Civita: https://www.youtube.com/watch?v=E56C55xioM4

...

Bloqueio criativo ou ausência de palavras intensas e reais pra descrever a vida atualmente (pra caso não exista criatividade!). 

sábado, 21 de junho de 2014


Coração valente finge não sentir dor.
Mas a dor que se sente sempre lhe procurou.
Coração valente não quis essa dor.
Saiu por aí pra disfarçar e se encontrou.

Encontrou-se no sentir da dor que não queria.
Viu-se a entender o porquê que ela existia.
Coração valente curou-se da dor que não queria, 
Porque percebeu que não mais a sentia.

domingo, 15 de junho de 2014

Siga esse som...

O Siga esse som de junho vem da indicação de um amigo, porque sim, meus amigos também me são uma fonte de indicações lindas e que, de tão lindas que são, vem direto pro siga esse som do mês. 
Felixbravo, da primeira vez que meu amigo me falou eu pensei que fosse uma pessoa só, mas logo descobri que na verdade eram duas, um duo: João Felix e Bernardo Bravo. Indiferente se eram uma ou duas pessoas, o encantamento foi imediato. Uma linda voz e uma poesia que muito se aproximava das minhas ideias e pensamentos, ou seja, me identifiquei instantaneamente. Segue a bela "Mala do Sonho", um típico amor à primeira audição. 

Mala do Sonho
Felixbravo

A gente pega o sonho e põe na mala
Faz cara de quem quer sair por sair
A gente pega a roupa mais cara
Se veste e depois põe-se a sorrir

Cara de quem não espera do dia
Mas sempre sonha amanhã
Cara de quem não quer ver o dia passar tão sem afã

Uns esperam parados os outros cantam
Pra espantar essa solidão coletiva
Eu espero parado olhando em meu canto
Surpresa se vem não avisa não

Quando é que vai chover nessa coisa
Que a gente chama coração
Quando é que vou me esquecer dessa prosa
E te dar bem mais que atenção

Deve existir um porque
Da gente insistir em ficar
A noite a procura de quem
Possa ao menos nos dar um olhar

A gente espera tanto por nada
E o dia amanhece igual
Quem fez de seu sonho peso de mala
Acordará amanhã menos mal

Tudo confunde a gente se rende
A gente só quer desistir
Depois vem a lua no céu estrelado
Lembrar que a gente é feliz

Coisas que a gente nem vê
Coisas pra lá e pra cá
Frases e versos tão demodês
Que a gente inda tem que explicar
De noite a loucura não vêm
Em ondas como as do meu mar
Só vem quando o dia amanhece meu bem
Eu só sossego quando você chegar.




quarta-feira, 21 de maio de 2014

Oritá!

Um piano, uma bateria e um baixo. Bruno Piazza, Gabriel Alterio e Filipe Maróstica, os respectivos instrumentos e instrumentistas, juntos, podem ser chamados de Oritá. Um trio que muito encanta ao combinar talentos e instrumentos de forma tão primorosa. Logo na primeira audição é possível perceber a sutileza e sensibilidade de quem faz parte desta combinação. Muito me agrada saber da existência de projetos como o Oritá e de pessoas dispostas a fazer o novo, a criar outras essências e levar o resultado diretamente a quem tem anseio por isso. E agora, o Oritá está prestes a arrecadar o valor que possibilitará a conclusão do seu primeiro álbum. O que pra mim é uma felicidade imensa, pois sinto que fiz parte dessa conquista seja contribuindo, divulgando, torcendo ou dando F5 (de forma frenética e ansiosa) na página do Partio para saber quanto já havia sido arrecadado e quanto ainda faltava. Enfim, estou orgulhosa do lindo trabalho desenvolvido por estes rapazes e espero que em breve eu possa presenciar uma bela apresentação ao vivo deles. Enquanto isso não ocorre vamos de youtube, "Manhã de sol" para se deliciar e encantar. 


"A vida cabe num click!"

Já diria o querido Fabio Cadore, "a vida cabe num click, num abrir e fechar, numa semente de aveia." Sábias palavras as do Cadore e super longe de mim discordar, e nem tenho motivo pra isso. E ele tem total razão, afinal a vida é frágil demais e surpreendente demais. Basta um click para que tudo aconteça, para que tudo mude, se transforme, tome outros rumos e isso é fascinante, principalmente quando não estamos esperando. Ou quando esperamos que algo aconteça, mas não temos certeza e simplesmente acontece. Novos caminhos, um novo click... Acho que finalmente a vida está voltando a ser aquilo que não deveria ter deixado de ser. E que isso seja bom!

domingo, 4 de maio de 2014

Siga esse som...

"... Com que pé eu vou, retomar o pé da minha vida, se perdi o chão do meu amor?..." o Siga esse som de maio já sabe muito bem "por onde começar" e "...pra onde vai depois dali...", pois veio cheio de carinho pra dizer que quem o embala é (nada mais, nada menos) que o talentosíssimo Tó Brandileone. 
Dono de uma voz maravilhosa e de composições infinitamente majestosas, ele chegou aos meus ouvidos graças ao tão querido grupo "5 a Seco" e logo se tornou, individualmente falando, "um dos a seco" mais ouvido por mim. Não é muito difícil explicar o porquê, uma vez que o Tó Brandileone tem uma doce e fascinante poesia em suas músicas. 
Suas composições transmitem, inspiram, acolhem o coração e despertam esperanças que tantas vezes perdi por acreditar que não haveria mais poesia nas letras das músicas, quiçá nas melodias. Tó foi o cara que me mostrou que eu poderia, que deveria, continuar acreditando nas canções, nas poesias e na sensibilidade dos compositores. 
Ele seria o tipo de pessoa que sentimos muito orgulho só por saber que existe e que nos deixa absurdamente felizes por se permitir compartilhar com o mundo todo o seu talento, nos dando mais orgulho ainda. Não é à toa que tanto o primeiro álbum quanto o segundo são cheios de sutileza, carinho e apreço pelas palavras, sendo encantador ouvi-los. E, por isso mesmo, torna-se muito difícil escolher uma única música para pôr aqui, mas ainda bem que o mês de maio é bem comprido e vai ser possível ouvir todas as outras canções. Antes da música escolhida, gostaria de desejar muito sucesso ao Tó e de dizer que torço pelo dia em que o meu caminhar possa seguir até um show dele, afim de que eu possa agradecer pessoalmente por tanto talento. Obrigada, Tó! Segue:

Ontem Hoje Amanhã
Tó Brandileone

Sim, pode começar
Vasculhando as gavetas de casa
Livros, fotos, broches raros
E um pouco mais pra lá
Tem os restos de um colar de contas
Que te emprestaram num carnaval

E tem bilhete de amor de quando seu vô conheceu sua vó
Dizendo: Então valeu caminhar se no final da estrada está você

Bem, você toma um ar
E relê cada linha sem pressa
Reparando nos detalhes e põe-se a viajar
Que assim como encontrou essa carta
Alguém um dia pode encontrar
Um cartão postal que você vai escrever a alguém
Qu’inda nem conheceu
Dizendo: a vida foi caminhar até o momento de chegar aqui

Mudam aquelas leis
Nasce outro bebê
Vencem as prestações
Da janela você vê
Pessoas que vem e se vão
Nos bolsos carregam papéis
Nos quais se inscreve a história de um tempo e um lugar

Morre um ditador
Florece o seu ipê
Caem velhos tabus
Surgem outros porquês
Os filhos os pais e os avós
As cartas de amor e os carnês
Assim vai correndo a vida
Ontem hoje amanhã.


OBS1.: Entre tantas músicas lindas escolhi "ontem hoje amanhã" apenas por eu ter me encantado logo na introdução, tocou muito meu coração trazendo uma sensação maravilhosa e um desejo imenso de escrever cartas para as pessoas e de encontrar também.
OBS2.: Hoje é dia de Tó Brandileone em Paris. E a gente aqui, né? hehe
OBS3.: Irmãos talentosíssimos: o Tó Brandileone é irmão do tão talentoso e querido Juca Chuquer, destacando que são formas diferentes de compor que invadiram minha vida cada um da sua melhor maneira. 

Mais Tó Brandileone:

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Fluir

Queria falar. Sobre o quê? Não sei, mas também não tem importância, afinal, apenas queria falar. Com quem? Também não sei, insisto apenas na vontade de falar e ser ouvida. Ou apenas de ser estimulada ou de contar o que vier na cabeça, ou o que for cabível ao momento. Talvez até cantarolar uma canção dessas que se ouve até enjoar pra oralizar palavras, mesmo que elas não digam o que o meu sentir queira dizer, mesmo que eu não faça a menor ideia do que seja. Apenas falar, reproduzir palavras sem compromisso algum, fantasiar talvez. Contar histórias inventadas, não resistir a pronúncia de cada sílaba e deixar que a aleatoriedade se faça rainha. Fechar os olhos e os ouvidos, abrir a boca, largar a observação e soltar as palavras. Fluir.  

Siga esse som...

O "Siga esse som" de abril veio cheio de dúvidas sobre quem eu ia postar e bem no último dia do mês pra lacrar abril com chave de ouro. Contudo, pelo fato da minha razão sempre ouvir o que pede esse meu coração véio besta, eis que a voz que ilumina abril é de um camarada parceiro de tantos cantores favoritos meu. Seu nome: Paulo Novaes. 
Agora, contarei sobre o momento em que ele entrou na minha vida: muito já disse aqui que bons cantores indicam outros bons cantores e com o Paulo não foi diferente. Tudo começou com o Juca Chuquer em uma de suas composições, a tão já conhecida "Pode Ser", que descobri numa entrevista (que ambos estavam) que era em parceria com o Paulo. Diante disso foi procurar mais sobre ele e, como era de se esperar, me encantei com sua voz e suas composições. Um vício maravilhoso adquirido. 
Espero que ele lance logo o cd pra acabar com a minha aflição de ouvi-lo apenas no soundcloud e no youtube (por favor, ele merece!). Enfim, todo sucesso ao talentosíssimo Paulo e que ele continue iluminando musicalmente a minha vida. Segue uma das minhas músicas favoritas, "Alma", que faz parte do meu dia-a-dia e narra um grande desejo. 

Alma
Paulo Novaes


Alma eu lamento tanto te deixar
Pois eu nem tive tempo de te amar
Deixei as nossas coisas no lugar
Eu não queria

Calma, que essa pressa em me esquecer
Me fez chorar e o coração doer
Eu tenho tanta coisa pra dizer

Alma, meu bem
Te quero mais
Sem despedida
Sem relutar, querida

Eu quero fugir desse lugar
Pra ver se encontro a minha alma
Pra ver teus olhos outra vez
E reviver o que ainda falta.


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