sábado, 28 de dezembro de 2013

1, 2... teeeees-taaaan-dooo...

Bom, quero dizer que as postagens do blog estão comprometidas. Por que? Quem disse? Desde quando? Até quando? Para todas as perguntas uma única resposta que simplifica e não resolve nenhum problema ou talvez sim, ou seja, não sei. Não saber pode ser mais certo do que desenrolar uma narrativa de possibilidades e cair na chatice que se chama "tô enrolando pra vê se cola". Sendo assim, cabe aqui uma mísera explicação do que está acontecendo, antes que meu talento pra fazer drama domine a inutilidade deste post e comprometa a minha capacidade intuitiva de discorrer o acontecido. Sem mais delongas, absolutamente do nada o editor deste blog não quis mais editar por aquele botão (se é que se chama aquilo de botão, se tiver outro nome também não importa) que diz "Escrever" e cá estou escrevendo pelo "botão" ao lado que diz HTML (que eu não faço ideia do que significa e nem que dava para editar por ele). Agora, por que raios esse negócio que há quase 4 anos funcionava tão bem veio criar probleminhas logo agora? Não venham questionar que pode ser a conexão da internet porque não pode ser, já que troquei a minha velha internet defasada há 1 dia por uma que está fluindo supimpamente bem. Sem falar que até na antiga funcionava relativamente bem e eu nunca tive esse tipo de dificuldade. A verdade é que o cosmos influencia nas nossas vidas e que ninguém pode duvidar, nem questionar. E isso deve significar alguma coisa, inclusive esse post despropositado e sem embasamento técnico. Enfim, espero que seja algo passageiro e tudo retorne ao seu estado de normalidade, ou não.

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Tentei não me iludir. Jurei que não levaria a sério. Fechei os olhos pra não perceber. Contudo, senti. Senti a dor amarga do desapontamento. Como um sorriso frouxo que se esvai em choro. Como um coração aflito que entende o que significa a razão e solta-se, liberta-se para não sentir mais. Virei-me para consolar-me do que já deveria saber, entoei versos para expressar em palavras carinhosas o sentimento findo. Abandonei o olhar apenas por pensar e preferir ouvir e sorrir, pois o sorriso não desmerece o coração. Ele constrói e reconstrói aquilo que se foi perdido. Sensibiliza e ameniza o meu sofrer.

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Essas pessoas que entram muito rápido e muito fácil na minha vida, que me conquistam inesperadamente e encantadoramente são, sem sombra de dúvidas, as que mais me assustam e me preocupam. Pois imagino que elas com seus poderes avassaladores de me cativar podem ser avassaladoras também no quesito me entristecer e destruir tudo aquilo que faço-me acreditar. O que pra mim seria um xeque mate de xadrez de bruxo. Tudo isso pode soar absurdamente dramático e desnecessário, mas a ideia de sofrer deixa a minha liberdade presa o que não faria nenhum sentido se acontecesse. Tenho medo de me prender e perder aquilo que sonho e me arrepender profundamente. Se sou precipitada talvez isso seja apenas um detalhe. Não troco meus sonhos, voos e expectativas por aquilo que pode ser uma eterna decepção. Evitar pessoas tem sido uma opção que às vezes falha quando o coração resolve dá um pitaco. Principalmente quando meu mínimo lado otimista aponta para o meu máximo lado pessimista e diz "desta vez você pode estar errado." Contudo, ele responde "pode ser que não, mas você já se deu conta do contexto e das extremas diferenças?" Meu mínimo lado otimista cai na real e percebe que só o coração não é suficiente para a realização daquilo em que se sonha sentir. O sorriso amarelo angustiado se desfaz e um sorriso conformado surge com a sensação de que ele nunca deveria ceder seu lugar para o que lhe magoa.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Sobre ela

Ela cantou os versos que diziam aquilo que queria ouvir, mas não sentia que era suficiente. Sorriu o sorriso sincero e espontâneo de quem muito precisa, mas pouco demonstra. Sabia que seu espaço não era ali e que tinha muito o que fazer para chegar onde sonhava. Entre seus livros e a realidade vivia imaginando e planejando maneiras de encontrar o caminho e os motivos para ser feliz. Muitas vezes se enganou ao se deixar levar pelos sentimentos e por achar que assim seria temporariamente feliz. Ela soube quando as lágrimas viriam e as esperou sorrindo por compreender que elas seriam necessárias para o momento e deixou que rolassem sem pressa ou razão. Sentia que às vezes chorar também era uma forma de se entender e encontrar uma satisfação ou um alívio. Ela caminhou por ruas estreitas solidarizando com o silêncio, descobriu que poderia estabelecer critérios para si e celebrar o que ainda tinha para existir. Certo dia ela amanheceu e percebeu que estava se perdendo, indo para além do que se sabe. Sabia que estava na fronteira do consciente, do real com os devaneios e ilusões. A partir de então deixou de se preocupar com o futuro e viver exclusivamente o presente. Sorrindo e buscando apenas o que estava ao seu alcance, nada a mais, nada a menos.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Siga esse som...

O "Siga esse som..." de dezembro finaliza o projeto em 2013, que teve o objetivo de trazer a cada mês uma canção que contivesse o nome do mês, por mais singelo que fosse. Foi de grande satisfação ter essa ideia e ter tido a possibilidade de colocá-la pra frente. Sendo assim, segue a última desse ano.

Foi no mês de dezembro
Anastacia

Moças dançam no ar
Coisas de que me lembro
E a canção de alguém
Foi no mês de dezembro

Dias de felicidade
E os cavalos na tempestade
São imagens a dançar
Que eu posso recordar

Dias de felicidade
E os cavalos na tempestade
São imagens a dançar
Que eu posso recordar

Muito tempo passou
E o fulgor da lareira
Na memória ficou
Disso eu sempre me lembro

E a canção de alguém
Foi no mês de dezembro

domingo, 8 de dezembro de 2013

Outra vez sobre o tempo

O tempo tem sido bem decisivo, em todos os aspectos. Quando a gente para pra pensar em tudo que já aconteceu, acontece e no que ainda vai acontecer é como se pudéssemos ver o tempo de modo concreto e existente. Isso se torna mais evidente quando nos damos conta das pessoas que estão e que vão entrando em nossas vidas. Nos caminhos que se cruzam despercebidamente e que, um dia, se tornam laços e fontes inesgotáveis de conhecimento e sorrisos admirados. Acho que o tempo tem sido detentor de uma caixinha de supresas, aprontando comigo constantemente e me mostrando que não há o que temer. O tempo está me dando uma lição incrível de que até mesmo uma despedida pode aproximar aquilo que partiu e que isso pode acontecer de uma forma sutil e feliz. Ele está aos poucos me mudando e, de certa forma, me encantando com tantas possibilidades existentes de ser feliz. Só é necessário um tanto de paciência para aguardar e compreender tudo que o tempo tem a nos dizer. Acho que estou aprendendo e indo nesse caminho.