quarta-feira, 26 de junho de 2013

Por um pouco de ar...

Ela se sentia sufocada no dia-a-dia corrido que vivia, sempre a mesma rotina, as mesmas pessoas que não contribuíam para o seu bem-estar. Sentia falta dos amigos, que agora estavam separados pela força das escolhas e da vida. Não queria voltar no tempo e mudar as escolhas e os fatos, queria apenas que as escolhas fossem mantidas, mas que ocorressem de outra forma. Sempre que pensava assim se sentia confusa e triste, talvez porque amava o que fazia, contudo não gostava do que estava ao seu redor e desejava fortemente que fosse diferente. No princípio achava que estava instigada ao novo que surgia e que seria melhor, só não contava com pessoas complicadas, a ausência e a saudade. Acreditava que era pura falta de sorte a vida estar se desenrolando daquela maneira. Foi quando percebeu que precisava parar e respirar, segurar o ar no pulmões e criar fôlego para continuar. Antes que todo o sentimento guardado viesse a tona e tornasse o cotidiano mais insuportável. Ela sabia que o tempo, assim como da primeira vez, passaria. Sabia que tudo aquilo não seria para sempre, que as pessoas que não contribuíam não seriam um peso a ser carregado pela eternidade e quem realmente importava estaria sempre por perto, indiferente fosse as escolhas e os caminhos tomados. Assim, numa inusitada tarde de quarta-feira, ela encheu seu coração de esperança e paz decidindo por não desistir, fazer o que tinha para ser feito e ser feliz. 

Mês nas vacas magras...

Mês de junho está meio paradão, não só aqui no blog com pouquíssimas postagens, mas também na minha vida de leitora ativa. Ao passo de ler trocentos livros ao mesmo tempo, eis que não dou conta de terminá-los à tempo de cumprir minha meta mensal de ler, no mínimo, 2 livros. Ao entender que faltam pouquíssimos dias para o término deste mês comprometo-me a terminar ao menos um e ficar dentro da meta. Espero que todos os acontecimentos da vida acadêmica agitada que estou tendo não prejudique meus momentos de leitura e que eu realmente dê conta de postar mais aqui. 

sábado, 22 de junho de 2013

Siga esse som...

Siga esse som... de junho é com "noites de junho" do encantador Flávio Venturini que inspira musicalmente qualquer um. Espero um dia ter a oportunidade de vê-lo cantar ao vivo. Enquanto isso não acontece, ficarei apenas com os aúdios, vídeos e letras. 

Noites de Junho
Flávio Venturini

Se você tivesse entrado
Na minha vida de outra maneira
Deixando a porta aberta
E a luz da sala acessa
Como se gostar fosse seu nome
O tempo e o modo do verbo
Da lenha queimando na fogueira

E nesse dia
Para sempre meu seria
Esses dois olhos claros
Que tem das noites de junho
O brilho de todas as estrelas

Porque seu nome quer dizer príncipe
Mas eu nunca serei sua princesa
Eu cheguei na hora incerta
Bati na porta errada
E não adiantou de nada confessar
O meu amor da vida inteira

E hoje quando finge
Que não me conhece
Você parece mais
Aquela estrela
Que brilha como duas
No frio das noites de junho
E no meu peito acende a fogueira.

sábado, 15 de junho de 2013

The perfect words never crossed my mouth!

Desde sempre a minha não facilidade com a oratória é figurinha carimbada em tudo que me proponho a fazer. Normalmente, tenho dificuldade de transmitir oralmente as ideias já consolidadas em minha mente. Talvez por ficar tanto tempo imersa no silêncio dos pensamentos eu tenha desaprendido a me comunicar, talvez eu até nem queira, de fato, me comunicar com uma grande quantidade de pessoas, considerando que seja algo eventualmente até desnecessário. Contudo, entendo a importância que existe na arte de falar bem e  o quanto devo me esforçar para superar isso, passando a me expressar mais. Fico pensando que com o passar do tempo torna-se mais complicado mudar. Comigo não seria diferente. Tamanha é a minha consciência dessa necessidade de mudança que por vezes participei de coisas que me levavam a obrigatoriedade de falar como, por exemplo, dar palestras (sim, acreditem eu já saí por aí dando palestras e falando pelos cotovelos). Sei que não foi suficiente para me tornar a pessoa mais faladora desse mundo, mas foi o suficiente para me mostrar que posso falar assim que estiver preparada e disposta, que depende unicamente de mim e que as outras pessoas (mesmo que queriam) não podem e nem vão me obrigar.