domingo, 25 de novembro de 2012

Novembro

O que foi novembro? Muito amô, eu poderia dizer. E foi mesmo. Fui, finalmente, à Recife. Ainda estou só suspiros por você, Recife. Quero vê, revê e vivê-la novamente, o quanto antes se possível. Saudade define. 
Amo minha São Luís, não nego e nem nunca negarei, mas chegou um momento em que quero sair daqui. Já vivi 19 anos nesta cidade, quero descobrir outros lugares, costumes, pessoas. Quero sorrir aliviada por não ter o peso da vida rotineira nas costas. Impossível? Não sei, mas acho que não. Não estou propondo viver de férias. Apenas aproveitar o tempo livre para conhecer novos ares. 
Torcendo para que todas as férias sejam repletas de viagens, para assim renovar o espírito e voltar à minha cidade com mais vontade de viver, buscar o que há de melhor em outros lugares para usar como exemplo aqui. :D

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Novembro, gracioso todo, veio cheio de surpresas em 2012. Muita coisa boa aconteceu. Então, segue a linda música da Luzia Sales, que reinou bastante este mês. 

Dois Corações
Luiza Sales

Vim ofertar-me a saudade crua
Sob a sombra da lua 
Sobre o igarapé
A dor de quem resta aqui encrua
Na sombra fosca sua
Que torna com a maré
Me apetrechei das canções
mais lindas
Canto suas boas vindas
Pesar faz meu sarau
Barco pesqueiro partiu pra lua
Onde faz sombra sua 
Lua é meu coração

Pai, que desolação
Se assente por aqui
Já deu hora d'eu ir
Roubo-te o ribeirão
Troco o lugar na janela
Troco de solidão

Anunciado o varão temia
No apagar dos dias
Sentir-me fraquejar 
Viver do rio sem fim orgulha
Nunca se farta a fome
Como se falta a gula
Feito desafeição
Usa o que é seu melhor
Pra regar sua ilusão
Se ocupe das canções 
Pode sentar-se à janela
Olhe pras solidões

Se for lhe confortar
Saiba que todo partir 
É ter que retornar
Lembre-se vou voltar
Em todos amanhã

Rio em dois corações.



segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Antes que seja tarde.

Achamos que nunca vai acontecer com a gente, mas não... uma hora algo de ruim acontece. É inevitável. Nessa hora não há mais nada o que fazer além de respirar fundo, manter a calma e buscar a solução. Acreditar que tudo vai se resolver e, como sempre digo a todos, vai dá tudo certo. Bem verdade que queria acreditar fielmente nisso, mas não sei. Parece mais fácil acreditar nos outros do que em si próprio. Precisar daquele ponto de apoio, que passe uma eterna segurança, coisas do tipo. Como se, fazendo este tipo de transferência de responsabilidade, fosse adiantar ou ter um efeito mais rápido e tudo se resolvesse num piscar de olhos. Estou com medo, não nego. Apreensiva, assustada e ansiosa também. Normal. Mas vou me tranquilizar, me recuperar, me convencer das coisas boas que ainda virão e que eu tenho que estar presente para vivenciar. Minhas músicas, meus gostos, minhas ideias sempre me restabeleceram do que quer que fosse, dessa vez não vai ser diferente. Não mesmo. E, ao final deste post, já me convenci que o tempo vai dá seu jeitinho e esse meu novo problema vai se resolver. Tratamento e medicina tá aí para isso, não é verdade? rs' Vou ficar bem. :)