segunda-feira, 28 de novembro de 2011

...

Tempo Será

A Eternidade está longe
(Menos longe que o estirão
Que existe entre o meu desejo
E a palma da minha mão).

Um dia serei feliz?
Sim, mas não há de ser já:
A Eternidade está longe,
Brinca de tempo-será.

(Manuel Bandeira)

Vasco é só emoção!

A última rodada do brasileirão se aproxima e a emoção só aumenta. Decisão de campeonato. Grande final em que saberemos quem será o campeão do brasileirão 2011.

Jogo passado foi pura emoção. Até chorar, chorei. Jogo difícil e quando tudo parecia estar perdido eis que aparece Bernado para brilhar e fazer resurgir a esperança cruzmaltina dentro dos nossos corações. E por fim, adiar a decisão.

O Vasco me ensinou a ser paciente e ir até o fim. Não perder a esperança e nem jogar tudo para o alto quando ninguém mais acredita. Confiar, ter fé e nunca desistir antes do apito final.

Se for preciso chorar, pode chorar, ser for possível sorrir, pode sorrir. Poder de superar os desafios mais difíceis e impossíveis teu nome é VASCO DA GAMA!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Siga esse som...

Encontro
Maria Gadú
Sai de si
Vem curar teu mal
Te transbordo em som
Poe juizo em mim
Teu olhar me tirou daqui
Ampliou meu ser
Quero um pouco mais
Não tudo
Pra gente não perder a graça no escuro

No fundo
Pode ser até pouquinho
Sendo só pra mim sim

Olhe só
Como a noite cresce em glória
E a distância traz

Nosso amanhecer
Deixa estar que o que for pra ser vigora
Eu sou tão feliz
Vamos dividir

Os sonhos
Que podem transformar o rumo da história
Vem logo
Que o tempo voa como eu
Quando penso em você

Olhe só
Como a noite cresce em glória
E a distância traz

Nosso amanhecer
Deixa estar que o que for pra ser vigora
Eu sou tão feliz
Vamos dividir

Os sonhos
Que podem transformar o rumo da história
Vem logo
Que o tempo voa como eu
Quando penso em você.

Maria Gadú falando um pouco por mim.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Um mês depois...

Um mês se passou e eu percebi que completar 18 faz diferença e que, sim, as coisas realmente mudam. De forma gradual, mas significativa.

A forma como somos tratados por outras pessoas ao saberem que já temos 18 traz aquele sorrisinho interno de satisfação e reconhecimento.

Até mesmo uma pontinha de demonstração de mais respeito é notável. Não sei se com todos é assim, mas 18 é bem melhor que 17. E não, não tenho medo das responsabilidades e do grau de dificuldade que virão como consequência do tamanho reconhecimento.

Espero que tudo continue indo tranquilamente bem.

OBS.: graças aos 18 doei sangue. E agora sou doadora, coisa que planejava há tempos. Assim que passar os três meses da recuperação estarei boazinha lá na HEMOMAR. Rs. E isso é o que vale. ^^

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Siga esse som...


Para o mês de novembro: Tulipa Ruiz. ^^
 Às Vezes
Tulipa Ruiz

Às vezes quando eu vou à Augusta
O que mais me assusta é o teu jeito de olhar
De me ignorar
Toda em tons de azul

Teu ar displicente invade meu espaço
E eu caio no laço exatamente do jeito
Um crime perfeito
It's all right, baby blue

Garupa de moto, a quina da loto saiu pra você
Sem nome e o endereço é de hotel, eu mereço
Até outra vez


Às vezes quando eu chego em casa
O silêncio me arrasa e eu ligo logo a TV
Só então eu ligo pr'ocê, descubro que já sumiu

Não sei em qual festa que eu te garimpei
Cantanto "lay mister lay", será que foi no meu tio?
Ou em algum bar do Brasil...
Sei lá, eu fui mais de mil

Cheguei bem tarde, o vinho estava no fim
E alguém passou o chapéu pra mim e gritou
É grana pra mais bebum e eu não paguei

Às vezes quando eu vou ao shopping
Escuto "Money for Nothing" e então começo a lembrar
Que eu tocava num bar e que uma corda quebrou

Foi um deus-nos-acuda, eu apelei pro meu Buda
Te peguei pelo braço e nós fomos embora
Eu disse: Baby, não chora, amor de primeira hora

A vida é chata, mas ser plateia é pior
E que papel o meu
Chá quente na cama, sorvete, torta, banana, lua de mel.

Às vezes quando eu vou ao centro da cidade
Evito, mas entro no mesmo bar que você
Nem imagino o porquê, se eu nem queria beber

Reparo em sua roupa, na loira ao seu lado
No seu ar cansado que nem mesmo me vê
Olhando pr'ocê, pedindo outro "fernet".
Será que não chega, já estou me repetindo
Eu vivo mentindo pra mim
Outro sim, outra "trip", outro tchau
Outro caso banal, tão normal, tão chinfrim

Às vezes eu até pego uma estrada
E a cada belo horizonte eu diviso o seu rosto
A face oculta da lua soprando ainda sou sua.