domingo, 23 de outubro de 2011

Enfim, 18! \o/

Não sei se cresci rápido demais, se mudei muito, se fiz tudo que deveria fazer. Só sei que fui feliz em cada fase, vivi cada idade em seu tempo. Mas enfim, a gurizinha dos cachinhos feitos pela mamãe cresceu e agora já tem 18 anos (que lindo, ou não!o.O).

Sonhar continua sendo minha prioridade. Sei que minha vida não vai mudar radicalmente por eu ter completado 18, entretanto já posso tirar a carteira de motorista (carona, gente!) e sair dirigindo até o Rio  para ver os familiares (tá que mamãe deixa!).

De fato, não sei como será a partir de agora. Talvez eu tenha mais coisas para me preocupar, responsabilidades que antes não me eram dadas. Ou então, não mude muita coisa, afinal, ainda moro com meus pais (amém!).

A ideia de que estou crescendo e tornando responsável por mim mesma ainda me parece bastante assustador, mas nada que não possa ser superado (eu espero!).


 Olhar para trás e ver tudo que passei, cada momento, cada festinha de aniversário com aquela gurizada toda que morava na minha rua, cada ano escolar em que eu me orgulhava por passar com boas notas, cada queda segura que levava, cada machucado diferente que adquiri em situações até que engraçadas (cortes no pé e portada no nariz), enfim, cada idade tem uma história, algo que difere e que faz ser inesquecível.

O tempo está passando e eu sei muito bem que não será possível, daqui a uns anos, lembrar de cada dia legal que vivi, de cada pessoa que conheci, mas tenho certeza que estará guardado, marcado dentro de mim. 

 E continuar vivendo, sem mais delongas. Ir em busca do futuro e de ser cada dia mais feliz. Satisfeita com o meu jeito atrapalhado e com a minha voz que deixa bem claro que a minha infância ainda perdura (o que não me fará esquecer!). Feliz Aniversário pra mim, gente! \o/

E  enfim, 18! *-*

domingo, 16 de outubro de 2011

...

Juntei pensamentos e palavras, mas não adiantou muita coisa. Nem sempre é possível expressar o que sentimos por intermédio de palavras ou, pelo menos, nem todo mundo consegue. 

Desde já, deixo claro que faço parte do grupo dos que não conseguem manifestar suas ideias, pensamentos e opiniões de maneira oralizada.

Entretanto, para sorte (ou azar!) vez por outra tal questão é resolvida. E logo vem uma enxurrada de palavras que fazem sentidos juntas e a impossibilidade de se fazer compreender, simplesmente, some.

A sensação de se tornar comum e comunicativa não demora muito a ir embora, talvez até em boa hora. Pois, faz parte da vida de quem pouco fala o silêncio.  E confesso que esse senhorzinho é viciante.

Se perder em si, inerte ao silêncio, fazer das palavras o que quisermos. Pensamentos voando, sem vozes atrapalhando, ideias soltas sem sentido ao vento. Sem importância pensar nelas juntas. 

A displicência do movimento dos pensamentos  flutuando como algo banal, faz parte da nossa realidade de seres ouvintes sonhadores silenciosos.

domingo, 9 de outubro de 2011

Siga esse som...

Porque outubro é um mês fofo e merece uma música fofa, né?! *-* Então, com vocês: China, cantor pernambucano, com a música Anti-herói.

Anti-herói
China

Quase nunca tive a chance
De contar com meu herói
Velha capa sem lembrança
Onde a poeira ficou

Eu sempre me vi sozinho
Na alegria ou na dor
Nas reclamações em casa,
Sem ter voz para dizer
Que eu também vou ser herói
Saberei me defender
Para me livrar do medo
Para projetar meu sonho em alguém...

Eu dei o tom para Matheus dançar
Só mais uma canção para alguém
Cantarolar lalalalalalalala lalalalalalalala lalalá

Sem querer a minha infância
Desapareceu veloz,
Quando eu me vi no espelho
Parecia com meus pais
Quero educar sem medo
As crianças que hoje eu sou
Para um parque tão divertido
Me carregam duas mãos

 Eu dei o tom para Matheus dançar 
Só mais uma canção para alguém
Cantarolar lalalalalalalala lalalalalalalala lalalalalalalala lalalalalalalala lalalá...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

E a Bolívia Querida?

 A Bolívia disputava a Série D do Brasileirão, com o olho numa vaga para a C, porém todos os planos foram interrompidos no último domingo.

A intensão era por um mero empate, que garantiria a continuação no campeonato, uma vez que no primeiro jogo o Tubarão venceu o Cuiabá-MT por 2 a 1. Entretanto nada saiu como planejado. O Cuiabá-MT goleou de 3 a 0, em  Cuiabá, no Estádio Presidente Dutra.

O primeiro gol foi marcado aos 6 minutos do 1º tempo, pelo meia Fernando que depois de driblar dois marcadores, chutou na saida do Rodrigo Ramos.

Aos 30 minutos do segundo tempo, o atacante Tozin, após uma jogada individual de Fernando marcou o segundo do Cuiabá-MT. E aos 44, Tozin marcou novamente. Fim de jogo e de campeonato para o Paio. 

sábado, 1 de outubro de 2011

Êô êô, outubro chegou!

Depois de muito tempo sem ter o que postar por pura falta de criatividade temperada com preguiça (fazer o quê, né?!Acontece!), eis que apareço por aqui para dizer o quão feliz estou.

Essa felicidade toda tem um motivo muito especial. Hoje é dia primeiro de outubro e outubro é o mês mais ''legal de bom" que eu conheço, uma vez que é o mês do meu aniversário. Uma data aguardada durante todo o ano por mim.

Começa outubro e a ansiedade pelo meu dia toma conta do meu ser, talvez por essa razão seja um mês tão mágico e fofo (sem brincadeira, o nome outubro é extremamente fofo! *-*). Por isso, compartilho com vocês esse sentimento que faz parte das minhas esquisitices (nem inventa que todo mundo tem a sua.). Além, é claro, de saudar a chegada do meu mês favorito.

Para comemorar aí vai um poema sobre outubro do escritor Dylan Thomas:

POEMA DE OUTUBRO



Era o meu trigésimo ano rumo ao céu
Quando chegou aos meus ouvidos, vindo do porto
e do bosque ao lado,
E da praia empoçada de mexilhões
E sacralizada pelas garças
O aceno da manhã
Com as preces da água e o grito das gralhas e gaivotas
E o chocar-se dos barcos contra o muro emaranhado de redes
Para que de súbito
Me pusesse de pé
E descortinasse a imóvel cidade adormecida.
Meu aniversário começou com as aves marinhas
E os pássaros das árvores aladas esvoaçavam o meu nome
Sobre as granjas e os cavalos brancos
E levantei-me
No chuvoso outono
E perambulei sem rumo sob o aguaceiro de todos os meus dias.
A garça e a maré alta mergulhavam quando tomei a estrada
Acima da divisa
E as portas da cidade
Ainda estavam fechadas enquanto o povo despertava.
Toda uma primavera de cotovias numa nuvem rodopiante
E os arbustos à beira da estrada transbordante de gorjeios
De melros e o sol de outubro
Estival
Sobre os ombros da colina,
Eram climas amorosos e houve doces cantores
Que chegaram de repente na manhã pela qual eu vagava e ouvia
Como se retorcia a chuva
O vento soprava frio.
 No bosque ao longe que jazia a meus pés.
Pálida chuva sobre o porto que encolhia
E sobre o mar que umedecia a igreja do tamanho de um caracol
Com seus cornos através da névoa e do castelo
Encardido como as corujas.
 Mas todos os jardins
Da primavera e do verão floresciam nos contos fantásticos
Para além da divisa e sob a nuvem apinhada de cotovias.
Ali podia eu maravilhar-me
Meu aniversário.
 Ia adiante mas o tempo girava em derredor.
Ao girar me afastava do país em júbilo
E através do ar transfigurado e do céu cujo azul se matizava
Fluía novamente um prodígio do verão
Com maçãs
Pêras e groselhas encarnadas
E no girar do tempo vi tão claro quanto uma criança
Aquelas esquecidas manhãs em que o menino passeava com sua mãe.
 Em meio às parábolas
Da luz solar
E às lendas da verde capela
E pêlos campos da infância duas vezes descritos
Pois suas lágrimas me queimavam as faces e seu coração
se enternecia em mim.
Esses eram os bosques e o rio e o mar
Ali onde um menino
À escuta
Do verão dos mortos sussurrava a verdade de seu êxtase
Às árvores e às pedras e ao peixe na maré.
E todavia o mistério
Pulsava vivo.
 Na água e nos pássaros canoros.
E ali podia eu maravilhar-me com meu aniversário
Que fugia, enquanto o tempo girava em derredor.
Mas a verdadeira
Alegria da criança há tanto tempo morta cantava
Ardendo ao sol.
Era o meu trigésimo ano
Rumo ao céu que então se imobilizara no meio-dia do verão
Embora a cidade repousasse lá embaixo coberta de folhas no sangue de outubro.
Oh, pudesse a verdade de meu coração
Ser ainda cantada
Nessa alta colina um ano depois.

DYLAN THOMAS