sábado, 20 de novembro de 2010

Verdades

Verdades não vão faltar, nunca. Falsas verdades, principalmente. Aquele ditado que diz: “mentira existem muitas, verdade só uma”, não sei se é de todo certo.

A verdade é mais relativa do que se pode imaginar e as coisas nunca são narradas da forma em que realmente aconteceram, já que cada um tem uma forma de interpretar os fatos, bem no estilo “ao meu modo peculiar” o que, na maioria das vezes, pode acreditar, foge completamente do controle.

Exemplo típico, um assalto: o bandido armado tenta assaltar um menino e efetua alguns disparos. No desenrolar da história, até se chegar numa versão próxima do que realmente aconteceu o menino: morreu, ressuscitou, entrou em coma, se recuperou e foi ao enterro do bandido que foi baleado por alguém!

Resumindo, nada é de todo verdadeiro. Existem fatos e suas diversas versões. Que cada um, mesmo que inconsciente, cria e adota como sendo real.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Perdas.

Na maioria das vezes é assim que acontece, do nada, sem ninguém esperar. O choque é inevitável, as lágrimas, a imagem da pessoa não sai da cabeça, os momentos vividos, enfim, volta tudo em segundos. Sentimentos se misturam, surpresa, tristeza, indignação... você se recupera, parece forte, mas não demora muito e desaba novamente. Não é fácil. A notícia parece ser a piada mais sem graça do mundo, a brincadeira mais imbecil, daí você se depara com a realidade e começa à perceber que não existe piada, nem brincadeira. É tudo verdade. E agora? Como agir? O que fazer? Adoraria saber.
Ainda estou em choque, recebi a notícia do falecimento do meu tio Franco ontem. Sei que não convivi muito tempo com ele e que nem era meu tio de sangue, sim mais e daí? O carinho, a admiração, a consideração é superior ao sangue que corre nas veias, que por muitas vezes não quer dizer nada.
Lembro-me de quando era pequena e tio Franco foi colocar sorvete para mim e para minha irmã, até aí tudo bem se não fosse pelo detalhe dele nos dá uma colher enoooooorme para tomar o sorvete, são momentos bons que não esquecerei. Devo admitir que às vezes não entendia o português com sotaque italiano dele, mas sei que ele gostava de falar comigo. Sei que ele ficou muito feliz quando passei na prova do IFMA, principalmente quando ficou sabendo que o curso era Eletrotécnica. Ele era Engenheiro Elétrico.
Bom, creio que irei superar ainda mais por ser algo natural. Sentirei saudade, mas lembrarei desses momentos divertidos para amenizar a dor.
Agradeço ao @ronaldfoxx, à @nehsinhah e ao @iDiegoMuniz pelo apoio ontem, obrigada gente, de verdade!